Nuno Esteves

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Dou as boas vindas a Bambu, Consultoria de Bem Estar. O meu trabalho tem como objectivos fundamentais, a disciplina e educação do pensamento. Através do desenvolvimento de técnicas que visam a positividade e valorização pessoal, oriento para a desmistificação e entendimento das emoções. Na direcção da criação de rituais diários de auto motivação e libertação de receios, proponho-me formar e dinamizar a pro-actividade, a confiança e a auto-estima. Proporcionando uma simplificação e relativização de conflitos interiores, pretendo criar a consciência da capacidade inerente do ser humano, de enfrentar e ultrapassar qualquer desafio. Fomentando uma atitude de constante crescimento e aprendizagem, o ser humano torna-se mais apto e consciente do seu importante significado no Mundo. Nuno Esteves (Consultor de Bem Estar)

terça-feira, 28 de junho de 2011

O naufrago e a madeira.

Este texto irá estar disponível em http://bambu-consultoriadebemestar.blogspot.com.


O naufrago e a madeira
Por Nuno Esteves

Na Consultoria de Bem Estar propomos que reencontre o seu equílibrio.

Escrevo para todos aqueles que sentem estar perdidos e que sentem que nada conseguem fazer para alterar o seu estado interno.

Considera que a madeira que flutua e passa pelo naufrágo, é uma benção ou algo que existe por pena?

É um facto que a resposta existe em ti e que sabes "nadar", mas por vezes o cansaço faz com que se perca a capacidade de flutuar. Nesse momento, a confiança e motivação desaparecem e ficamos com a sensação de que é preferivel ir ao fundo. A dúvida de conseguirmos alcançar terra firme entra em ruptura e nela, somos orientados para a certeza de não ser possível. Tudo começa na sensação que existe e fomentamos no nosso peito, na essência.

A situação de estar no estado de naufrágio e de estar só no meio do mar. Longe de tudo e de todos, com uma única pessoa a apoiar, é um desafio imenso. Habituados a existir alguém (por vezes basta a perspectiva) que possa ajudar ou fazer algo para nos apoiar e proporcionar a saída da situação.
Desde crianças que fomentamos a individualidade. Claro que a sua existência acontece, dentro de um raio de acção concreto e com limites especificos. Esse será o nosso prisma pessoal, “fabricado” pelo exterior, na permissa de ser o melhor para nós. Assim é o crescimento, dentro de limites rigidos e com orientações de aprendizagem focadas no racional.

Voltando ao exemplo do naufrágo, podemos traçar um paralelismo. Sabe nadar, por ter recebido a informação racional e ter treinado a técnica. Sabe movimentar os membros e boiar na tona da água. Reconhece o objectivo principal de quem nada: nadar. Se tem a sabedoria toda, porque razão ao se tornar naufrágo se pode afogar? Cansaço? Concordo, mas se sabe boiar, pode simplesmente descansar e recuperar as forças para continuar a sua procura.

Da mesma forma que o naufrágo aprendeu e treinou as suas capacidades técnicas, todos nós, ao longo do crescimento assimilamos e treinamos as nossas capacidades racionais.

A vida é um somatório de acontecimentos. Umas vezes boa e noutras menos agradável. O tempo dirá o seu veredicto final e nele, iremos ter a certeza qual contexto estará mais correcto. Uma das certezas é que quanto mais preparados, melhor será a nossa capacidade de resposta. Quanto mais nos propusermos ao treino, mais estável e serena será a consequência interna.

Por vezes e por uma razão qualquer, deparamo-nos em situações que nos transformam em naufragos. O que acontece a seguir, reflecte a nossa capacidade de agir em conformidade com a nossa “sobrevivência” e bem-estar interno. O que escolhemos singificará e confirmará se nos preparamos devidamente ou não, para o imprevisto. O inesparado que simboliza a vida, convida á sensatez de treinar o nosso ser e preparar para o expectável: os pontos de transição.

O naufrágo, a flutuar no meio do mar, é confrontado com todos os seus receios, medos e a vida no seu geral. Sente o chamamento da vida e por isso, rapidamente, olha em redor para perceber se existe uma saída rápida. O tempo será essencial e a manutenção da consciência será algo vital para aumentarmos a probabilidade de nos colocarmos a salvo.

Considera que a madeira que flutua e passa pelo naufrágo, é uma benção ou algo que existe por pena?

O naufrago, ao ver a chegada da madeira a flutuar, sorri e como reacção ganha a motivação de a alcançar. O cansaço e o desânimo, perdem a importância e o único foco é a madeira. A necessidade de alcançar uma maior segurança e a perspectiva de ter encontrado um elo, que permitirá alcançar o objectivo principal: sobreviver a mais este desafio.

Convido-vos a colocarem-se no papel do naufrágo. Qual será a vossa resposta e qual a razão que vos leva a escolhe-la? 

A alegria de encontrar a madeira a flutuar. O conjunto de “acasos” que proporcionaram o cruzamento de duas existências diferentes. A sensação de não estar sozinho e de ter encontrado um companheiro para esta viagem. Tudo isto fará da madeira, mais que algo a flutuar, passando a significar a possibilidade de manter a sobrevivência e o alcançar do bem-estar.

A nossa vida poderá ser vista como um nadar constante. Vivemos num imenso e imprevisivel mar e nele, crescemos e procuramos alcançar o nosso bem-estar e felicidade interior. A descoberta interior e o aperfeicoamento das nossas capacidades, fará com que sintamos a necessidade de nadar cada vez para mais longe. Ao longo deste trajecto, seremos confrontados com inumeros desafios e acontecimentos, que nos irão “obrigar” a enfrentar medos e receios (sejam eles expectativas ou reflexos de situações passadas).
O desenvolvimento pessoal acontece repleto de variaveis. Internas e externas, crescemos muitas vezes “sem nos apervebermos” e de súbito estamos em “mar alto”. Sem terra á vista e sem ninguém ao nosso lado. Neste momento aceitam ajuda? Procuram ajuda? Ou simplesmente escolhem afundar-se?

  
Até breve.

É um privilégio escrever para a nossa leitura.

Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar

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