Evite bloquear a necessidade de libertar o que sente I
Por Nuno Esteves
Bem-vindos a mais esta nossa partilha.
Antes de começarmos a desenvolver o tema, convido a uma reflexão. De que modo utilizamos a relativização, valorização e desvalorização? Dependemos, exclusivamente, de opiniões externas?
Aparentemente estas questões direccionam-nos para o exterior, porém neste momento convido-vos a direccionarem a prioridade para o vosso interior. Será nesse ponto, que iremos ter a possibilidade de recomeçar a nossa caminhada interior e libertar o potencial, valor e talento que significamos.
A necessidade de libertação interior existe para que consigamos criar um escape para energia criada. Este é o objectivo principal e no qual devemos tomar a consciência do papel e função que desempenha no equilíbrio físico, mental, emocional e celular. Da mesma forma que a origem é interior, a criação e consequente concretização deverá ter como prioridade, o sitio que a motivou a crescer. O que nos fará sentir a sua realização?
Somos criação. Seja qual for a missão, função ou trabalho, a duração que despendemos para desempenhar, sempre e a qualquer instante estaremos a criar. De uma forma consciente ou inconsciente, estamos sempre em modo criativo. É o que somos. Isto significa que iremos sentir impulsos energéticos para desenvolver e posteriormente libertar. O que fazer com este impulsos? Essa é a questão na qual nos iremos debruçar de seguida.
Somos seres emocionais, inspirados para criar e concretizar. Esta é a nossa essência e o motivo que nos motiva a sair da cama todos os dias.
Opte pelo caminho positivo, reaprenda a reequilibrar as suas emoções e atitude pessoal.
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Retornemos á infância. Ao momento em que criamos a nossa base e começamos a vivenciar diversas experiencias. Enquanto crianças, os impulsos existem sem filtros e sem preocupações de como serão recebidos pela opinião externa. Em cada uma, vivenciamos uma determinada consequência. Desta forma e aos poucos, fomos criando o á vontade ou não, de partilharmos o que estamos a sentir.
Enquanto crianças (para relembrar bastará confirmar as suas atitudes), todos tivemos a birra inesperada, o riso repentino, o olhar reprovador, o silêncio surpreso, entre muitas mais. Cada uma teve uma consequência no amadurecimento pessoal. Dependendo de terem sido positivas ou negativas, assim desempenharam um papel de motivação ou bloqueio.
Necessidade de libertação – opinião interna – impacto da opinião externa – reflexo interno –
ilação positiva/ilação destrutiva
São estes acontecimentos, que irão originar o modo de como lidamos e assimilamos cada situação na idade adulta. O poder da aceitação ou da rejeição, ao longo do crescimento, irá desempenhar a estabilidade ou instabilidade interna. Sentirmos que somos bem recebidos, é o maior elo para com o equilíbrio emocional e consequente satisfação pessoal.
Seremos reflexos de todos os acontecimentos e situações que experienciamos desde o momento que nascemos? Em parte sim, porque todos fomos assimilando o resultado de cada experiência. Por muita certeza que tenhamos em algo (concreto ou não), simbolizarão uma experiência que colocamos em perspectiva colectiva.
Imposição – sensatez – anulação
No esquema anterior, em qual dos pontos se revêem?
1- São quem impõe um ponto de vista, abdicando de tomar a atenção se estão correctos ou não?
2- São quem anula toda e qualquer vontade de libertar e “remoem” o que podiam ter feito ou dito para evitar o mal-estar que sentem?
3- Ou simplesmente, são quem escuta, observa e sente, cada situação e focam a atenção e respectiva prioridade no que origina e quais são as prováveis consequências de cada acto ou atitude escolhida?
Para conseguirmos lidar com a escolha dos timings de libertação, é necessário existe a certeza de quais são as variáveis que temos ao nosso dispor. Nenhuma é fechada e seguramente, nem sempre será a mais indicada para lidarmos com uma situação. O que podemos e devemos fazer é cultivar o hábito da perspicácia e estar sempre conscientes de que a nossa libertação nunca deverá ser um foco bloqueador dos demais. Todos estamos no mesmo caminho e nele a duvida do que é correcto e incorrecto será sempre uma coisa a levar em conta.
Valorização – relativização - desvalorização
No esquema anterior, em qual dos pontos se revêem?
1- Valorizam, necessitam do sucesso constante e têm como foco a perfeição?
2- Desvalorizam o que são e cada impulso criativo é visto como algo susceptível ao erro e á imperfeição?
3- Relativizam a situação e focam a atenção na compreensão de origens e consequências? Pessoas, que conscientemente, reconhecem que irão estar correctos e incorrectos?
Somos orientados para a necessidade/obrigatoriedade de sermos perfeitos e de fomentarmos a vitória rápida. Desde crianças que a sociedade nos orienta para a realidade da concorrência intensa e constante. Tudo o que sentirmos e colocarmos em hipotse de realização, começa com a simplicidade de uma respiração e rapidamente se transforma em algo que deverá ser defendido, a todo o custo, de opiniões externas. Tudo se transforma numa batalha, perdendo a essência de estarmos apenas a existir. Neste facto perde-se a capacidade de lidar com uma opinião diferente e mesmo de argumentar, calma e equilibradamente.
Na próxima partilha iremos continuar a desconstruir este tema e a focar a nossa atenção na compreensão e reestruturação interna. Na segunda parte iremos começar pela desconstrução da opinião externa e qual o seu papel no nosso dia-a-dia.
É um privilégio escrever para a nossa leitura.
Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar
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