Depois da constatação da existência do bloqueio e da atitude de evolução o que acontece?
Começo por perguntar a todos uma simples questão. O que esperam de nós? A escolha pessoal de criação de hábitos reflecte-se em quem nos rodeia. Esta pode ser considerada como um hábito que nasce do reflexo do que nos propomos a ser. Na pergunta “O que esperam de nós?”, encontraremos as nossas atitudes e escolhas, conscientes e inconscientes. Todas a significarem um pouco ou o todo que nos tornamos. O hábito interno, cria uma simbiótica relação com todos os que nos rodeiam. Próximos ou afastados, amores ou “odiados”, todos existem para viver em harmonia com o que lançamos para o ”ar”.
O que damos? Proporcionamos a quem nos acompanha ou está a conhecer? Qual a primeira impressão e atitudes que nascem desse momento? O hábito significa algo que fazemos habitualmente, correcto? Então, o que oferecemos a quem está ao nosso lado? Qual a imagem que criamos nas mentes que não nossas? O que nos propomos a ser? A significar? Qual o conceito que criamos da nossa própria individualidade?
São muitas perguntas, reconheço que sim, porém todas existem para orientar para a reflexão interior. A resposta de cada uma trará, como consequência, a redescoberta do nosso valor, talento e potencialidade. Elas, são o inicio do quebrar de hábitos, que sentimos ser negativos para o nosso bem-estar e capacidade de concretização.
Ganhar consciência de que irá existir uma transição e transformação interior. Que estas alterações irão originar uma reorganização global e nela, todos os que nos conhecem irão sentir a diferença. Fisicamente seremos o mesmo, mas a nível de atitudes e opiniões iremos nos transformar num conceito novo e intrigante. Aos olhares exteriores, as mudanças irão ser recebidas com olhares estranhos e a dúvida estará patente em cada movimento ou palavra que fizermos.
As reacções podem ser consideradas prováveis, pelo simples facto de nos estarmos a propor. A nossa decisão significa mesmo isso. Reagirmos a algo concreto que nos desequilibra e direcciona para a insatisfação pessoal. Seja porque razão for, o certo é que vivemos perante um determinado prisma e nele, criamos os hábitos que nos ligaram aos demais.
Incompreensão, estranheza, não-aceitação e mesmo desequilíbrios, poderão acontecer e é mais que certo que irão estar presentes na nossa caminhada de reconhecimento pessoal. Afastamento, solidão, incertezas (duvidas), todos irão existir no quebrar de dependências (internas e externas). Tudo existirá, em probabilidade elevada e prepararmo-nos física, mental e emocionalmente para isto, significará a evolução fluida e a mais equilibrada possível.
A importância de nos prepararmos para o trajecto da modificação, é essencial para que o mesmo seja concretizado. Mediante as diversas reacções que vamos tendo, iremos ser “convidados” a abdicar desta ruptura e retornar ao momento que simboliza o hábito profundo. Menciono pontos que são importantes para o sucesso.
1 – Auto-conhecimento, que simbolizará um maior auto-controle.
2 – Criar o conceito do Eu interior
3 - Traçar objectivos claros, concretos e atingíveis.
4 – Criar novos rituais diários, que pretendem ser um foco para o objectivo final.
5 – Criar o conceito do Eu interior.
6 – Fundamentação do que se pretende e porque se propõe a não querer algo.
7 – Ganhar consciência de que não será possível agradar todos e que existe a possibilidade de entrar em choque com algumas pessoas.
Sete pontos que devem ser colocados em contexto real e compreendidos a “fundo”. Esta percepção significará a criação de um aliado poderoso e invencível. Reconhecem quem é? Vejam-se ao espelho e digam olá, ele existe dentro de cada um de nós. É, sem dúvida alguma, o nosso maior aliado e amigo.
De qualquer forma e independentemente da curva que existir, focar o objectivo final e mentalizar o que pretendemos é algo fundamental. O que propomos a fazer tem como objectivo o bem-estar, tranquilidade, alegria interior. As mudanças que escolhemos têm como fundamentos a confiança e auto-estima. Pretendemos uma maior capacidade de criatividade, inspiração e concretização, bem como procuramos o sucesso.
1 - » capacidade de decisão.
2 - » capacidade de escolha.
3 - » capacidade de dizer não.
4 - » segurança interior.
5 - » alegria interior
6 - » satisfação interior.
Apesar de ser normal, ao tomarmos consciência da necessidade de quebrar um hábito, devemos ter em atenção dois pontos: humildade e tolerância. Para com a nossa decisão e para com todos os que se habituaram a uma nossa personagem. As origens podem ser diversas, mas a escolha que tomamos (conscientes ou não) são nossas para lidar e reorganizar. Ninguém poderá ser responsável por termos escolhido valorizar uma determinada atitude, palavra ou acontecimento. Aliás, o mais fácil e rápido será sempre lançar a responsabilidade para algo exterior. O momento, em que sentimos necessidade de abdicar de um hábito, leva a que a nossa atenção retome o caminho inicial. “Olhamos” para dentro, compreendemos que tudo se modifica e que tudo irá depender do que nos propusermos a ser. A atitude humilde e tolerante permitirá que a transição aconteça de uma forma mais fluida e natural.
Apesar de a ruptura originar, inicialmente, que se obrigue o físico, mental e emocional a mudarem o que se habituaram a ser, a humildade e tolerância irão possibilitar um maior equilíbrio interior. A capacidade de tomar decisões e manter o foco no objectivo pretendido, é fundamental para que se consiga dar o passo seguinte. Tudo, no fim, significa qual a atitude que adquirimos e nos propomos a ser.
Tornar-se feliz. Ser feliz. Fazer tudo para ser feliz. Esta capacidade irá reflectir-se em tudo o que se propor fazer e claro, a concretizar. Quebrado o hábito o rumo é tudo menos certo. As dúvidas e vontade de fugir ao que sentimos ser, será bastante forte. Á pergunta: “O que devo fazer?”, não existem respostas certas ou erradas, apenas possibilidades criadas. O que irão originar, quais as consequências, apenas se ficarão a saber com a passagem do tempo. Permitam que o vosso significado e atitude dêem o melhor de si. Caso acertarem “ao lado”, retirem ilações, desconstruam o que se passou e reorganizem-se para continuar a evoluir. Tudo, ao ser visto por um prisma de evolução interior, faz com que a transformação aconteça naturalmente.
Resumindo, para todos os que estão num ponto de transição. A consciencialização de um hábito negativo orienta a nossa atitude e o pensamento para a procura de um positivo. Será ele o objectivo, no qual devemos concentrar toda a nossa atenção. No percurso irão sentir a necessidade de relembrarem o porquê de estarem a quebrar e renascer. Sejam fortes e seguros, estamos todos em transição e juntos somos.
Grato pelo carinho que partilhamos.
Abraço para todos.
Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar
http://bambu-consultoriadebemestar.webnode.pt
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