“Sentimos que merecemos muito mais e que nos estão a bloquear?”
Por proposta de Elvira Nunes Silva, esta partilha terá como base a afirmação: Não quero bloqueios na minha vida.
O que significa bloqueio? No dicionário está designado como sendo uma barreira, cerco e interrupção. No somatório de todos, chegamos á conclusão de que a sua existência e fundamento, implicam uma anulação interna. Desconstruindo a crença, constatamos que existe um caminho paralelo, possível de existir. Abertura, desbloqueio, desimpedimento e libertação, são alguns dos caminhos paralelos que podemos construir. Nesta partilhar, iremos caminhar pelo percurso do correcto entendimento e pretende-se o atingir de conclusões específicas sobre o rumo que devemos levar.
Poderemos considerar que a sua origem existe em acontecimentos e situações que nos marcam pela negativa. Esta sensação fará com que evitemos repetir e tentemos fazer com que não mais exista. Desapontamentos, desilusões, situações em que sentimos agressividade para connosco ou mesmo o desprezo com que nos brindaram. A criação de falsa confiança e a falta de palavra, o sentimento de ódio ou a existência do “não quero saber”. Tudo somado, origina a valorização de um ponto específico, o qual denominamos de bloqueio.
Como já podemos confirmar, é possível considerar que as suas origens são diversas. Porém as reacções são sempre internas e têm como consequência a anulação de algo (especifico ou não) da nossa essência. A necessidade do bloqueio acontece quando sentimos vontade de a libertar. O medo de reviver um determinado acontecimento, faz com que anulemos a perspectiva que estamos a criar. Fomentamos o desequilíbrio, muitas vezes sem nos apercebermos e isso faz com que tudo pareça camuflado e irreal, impossível de atingir e muito menos de concretizar.
Cada bloqueio traz duas possibilidades: encararmos ou fugirmos. Ambas as possibilidades existem e são válidas para a nossa necessidade de sobrevivência. Internamente, a sua valorização significa a anulação da criação de possibilidades, por medo (receio) de vivenciarmos novamente a mesma situação ou acontecimento.
Para o nosso redor e para quem nos acompanha, o reflexo que “lançamos” é de instabilidade ou mesmo de desequilíbrio mental. O bloqueio ao ser accionado, mediante determinados acontecimentos, faz com que seja inesperado para quem está a nosso lado. O desconhecimento, da sua existência, faz com que se torne imperceptível para os demais. Do prisma destes, provavelmente nasce a constatação de que está “louco” e que a reacção é inapropriada. Esta ideia de inconveniente, origina aos poucos a falta de paciência para “forçar” o entendimento e tolerar determinadas reacções.
Uma coisa é certa, a tolerância acontece até quererem e verem que é possível aguentar. A partir do momento em que sentirem que se tornou descabido, poderá acontecer o afastamento. O correcto entendimento e compreender o porquê de sentirmos a necessidade de o valorizarmos, significará reagirmos com atitude e perspectiva positiva.
O bloqueio, ganha forças através do hábito de o valorizarmos. Focando no que fez sentir de menos agradável ou do modo de como nos desvalorizou. Ele originará dentro de nós a criação de um pressuposto, enraizado no nosso instinto de sobrevivência. Será ele a focar e direccionar as nossas reacções para o modo de defesa. O fortalecimento deste hábito, faz com que a nossa resposta seja inesperada. Desde um modo agressivo a um defensivo. Numa atitude opressora ou oprimida. Desde o desprezar até á valorização suprema. Tudo é vivido em pólos, nos quais sentimos o desconforto de não estar bem.
Mas será que a existência dos bloqueios é fundamental? Essenciais para a nossa sobrevivência? A balança tombará para o lado positivo? Acredito que tudo acontece por uma razão e que nela, seremos colocados perante a decisão de termos que escolher um caminho concreto. Apesar de todas as dúvidas que existem, somos direccionados para a escolha. Mesmo sem certezas, estamos na primeira linha de captação e nela seremos quem escolhe, sem volta a dar.
A correcta compreensão do porquê existir o bloqueio, fará com que tudo se simplifique. Para que tal aconteça termos que retornar ao ponto de origem, ao exacto instante em que o acontecimento acontece. Para isso, iremos encarar novamente o que mais nos meteu medo ou fez sentir mal. Este “encarar” será o primeiro passo rumo á desvalorização do sucedido. Sem esquecermos a lição, poderemos relativizar o que se passou e focarmos a reacção em pensamentos que valorizem o nosso próprio bem-estar. Ao “desconstruirmos” um bloqueio, na maior parte das vezes, alcançamos a conclusão de que lhe foi dada demasiada importância, durante demasiado tempo.
A “desconstrução” de um bloqueio direcciona para a reacção, a nossa atitude e pensamento. A necessidade de sair do controle, de um bloqueio, acontece no momento em que a auto-estima e confiança recuperam a sua real noção de existência. Sem existir um momento especifico, será o ritmo pessoal a decidir o quando e o como. De qualquer forma é possível prepararmo-nos para as consequências.
Existem técnicas e métodos que permitem esta transição. Com o apoio e a orientação tudo fica mais simples e próximo. Na Consultoria de Bem Estar, fomentamos a Técnica HTD e ACM, para apoiar, orientar e fomentar o foco para a transformação positiva. Apesar de ser uma decisão pessoal, ao adquirirmos “ferramentas” que nos irão ajudar neste percurso é garantir uma maior probabilidade de sucesso.
O que se pretende é trancarmos á chave, a porta que originou o bloqueio e sentir que somos nós que o controlamos. Apesar de fazer parte da nossa transição, não permitimos que seja ele a governar e decidir o que somos. O que significamos é muito mais do que um simples bloqueio e nesta certeza caminharemos para o que sentimos ser.
Sermos tolerantes e gostarmos de nós, são duas formas que existem para nos relembrar que nascemos humanos. Falíveis e que na resposta que escolhemos dar, iremos ter uma maior possibilidade de encontrarmos o nosso verdadeiro caminho. Tudo depende da atitude pessoal e de que como nos valorizamos interiormente. Com humildade, admitir que estamos a dar o nosso melhor e que se erramos, também assumimos os nossos lapsos.
O bloqueio existe. Vive e respira, em cada expiração que escolhe dar. Ganha forças e fundamentos a cada fuga ou atitude por si originária. Mas ele não existe, se assim decidir. Ele deixará de ter a força que tem, desde que assim escolha. O bloqueio transforma-se em motivação, se assim estiver disposta(o). O que escolhe?
Abraço para todos
Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar
http://bambu-consultoriadebemestar.webnode.pt
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