Vivemos em piloto automático. O meu dia é casa-trabalho e trabalho-casa. Não tenho tempo para nada. Gostava de ter mais tempo. Resigno-me a esta realidade. Não me deixam mudar. Não posso mudar. Estou desanimada(o).
Bom dia a todos com um sorriso. Relativo ao tema “Piloto automático”, escolhi começar com algumas frases que simbolizam a sua realidade e importância. Através delas podemos chegar a um facto, real e concreto, no qual nos direcciona para a realidade de muitos. A atitude para com a mudança será algo interno ou totalmente dependente do exterior?
Viver em piloto automático, poderá ser visto como a vida que se fundamenta em hábitos diários ou que se gere através de decisões fechadas e sem margem de alteração. Na segurança de ficarmos no ponto de segurança. Na protecção de não arriscarmos e escolhermos abdicar de qualquer atitude diferente.
A essência existe para ser libertada, partilhada com todos, sem máscaras de qualquer espécie. Claro que a primeira imagem que nasce é de ficarmos expostos ao juízo de valor ou opinião alheia. A ideia de crítica negativa, faz com que a escolha passe pelo bloqueio do que estamos a sentir ou criar. Inconscientemente decidimos dizer que sim, quando o que sentimos de verdade é o não ou o inverso. Colocamo-nos em situações de desequilíbrio e nas quais fomentamos o sentimento de mau estar e insatisfação. Da mesma forma que o acto de irmos ao wc acontecer porque sim e pelo facto de que se não respeitarmos essa necessidade algo poderá acontecer (não explico, mas todos deduzimos o que irá acontecer). Tudo acontece por uma razão e ao sentirmos algo que bloqueamos estamos a ir contra o que somos e significamos.
O bem-estar e a própria felicidade existem quando decidimos viver intensamente cada segundo. Aprendemos a saborear cada tarefa, missão ou situação, com a perspectiva de que somos nós os criadores dessa possibilidade. Teremos sempre duas escolhas: fazer ou não fazer, estar ou não estar, querer ou não querer, sentir ou ignorar. Somos nós os “decisores” supremos de tudo o que nos propusermos a fazer e se numas vezes iremos dizer sim, noutras iremos escolher o não e ainda noutras o “nim”. O que poderemos fazer é, gradualmente, conhecer o real conceito da nossa individualidade e compreender o que existe dentro de nós. É uma viagem linda e maravilhosa, aquela que nos permitirá libertar todo o nosso potencial, valor e talento. O “engraçado” é que assim que adquirirmos e assimilarmos este hábito, passamos a viver mais calmos, tranquilos e felizes. Quanto mais conhecimento, mais que ficarmos mais sábios, tornamo-nos pessoas mais tranquilas e seguras, tolerantes e humildes. Resumindo passamos a amar o que somos e significamos.
Apesar de todos concordarmos com estes factos, o dia-a-dia orienta-nos para o piloto automático. Tarefas no escritório, retornar a casa e ter que fazer uma lista interminável de coisas. Quase que podemos considera-las como ingratas. Por exemplo fazer a cama ou lavar a loiça, se em menos de 24 horas vão estar novamente como estavam, pode ser considerada uma actividade insana.
Porém tudo irá depender do modo de como nos propomos a sentir uma qualquer situação. Ao desligarmos o piloto automático e nos propomos a fazer tudo de uma forma consciente e desperta, fomenta no nosso interior a sensação de estarmos vivos e o grau de satisfação aumenta.
Vivermos por conta das circunstâncias poderão ser considerada um “atentado” á própria vida. Um desrespeito ao que significamos como seres especiais e únicos. Nos tempos que nos envolvem, a depressão e a tristeza são algo “comum”. Ambas podem ter origem da percepção de que nada está ao nosso controle.
(fim da I parte)
Piloto automático II
Vivermos por conta das circunstâncias poderão ser considerada um “atentado” á própria vida. Um desrespeito ao que significamos como seres especiais e únicos. Nos tempos que nos envolvem, a depressão e a tristeza são algo “comum”. Ambas podem ter origem da percepção de que nada está ao nosso controle.
Prepararmos e precavermos situações que poderão originar desequilíbrios e mal-estar, é algo essencial para conseguirmos manter o nosso correcto fluxo de pensamento e consequente reacção. Tudo se baseará no exercício e no modo de como, conscientemente, aprendemos métodos e formar que permitam a manutenção do bem-estar e satisfação interior. Reflectirmos sobre as decisões, tendo como foco as nossas metas, objectivos, valores e princípios, fomentará a confiança, auto-estima e vontade de nos sentirmos bem. Nesse momento, tudo o que era stressante ou aborrecido, transforma-se em gratificante e sentimos que é algo que até nos permite sentir com vontade de sorrir.
SERÁ QUE VIVEMOS COMO SONÂMBULOS? Sem consciência, noção do que significamos? Que nos esquecemos, conscientemente, dos nossos sonhos, objectivos e metas pessoais? Faça a si mesmo estas perguntas e responda com sinceridade. Não para os outros, mas para si. Considera-se alguém sonâmbulo? Alguém que sobrevive entre tarefas e mesmo no descanso, escolhe cumprir ao invés de se sentir bem?
Escutar, observar, sentir, conversar e compreender são possibilidades de ligação concreta. Ao escolhermos dar atenção a tudo o que significamos, interior e exteriormente, estaremos a fomentar em nós o hábito positivo de valorização global. Permitir o benefício da dúvida e nela abdicarmos do julgamento ou imposição de um ponto de vista interior, permitirá que ganhemos o hábito de assimilarmos mais ensinamentos e formas de estar.
A maior escola é a vida, alguém escreveu isto um dia e eu concordo com o conceito da sua origem. Basta observarmos o que nos rodeia, o modo de como nos deslocamos entre a casa e o trabalho (e vice versa), como nos propomos a realizar uma qualquer tarefa, tudo feito porque é obrigação e por isso “temos” que a fazer. Será mesmo assim?
Partilho algumas questões para reflexão colectiva:
A – Temos noção da vida para além do que existe na nossa linha de visão?
B – Quais são os nossos objectivos a médio e longo prazo?
C – O que fazemos e nos propomos a fazer, estão alinhadas com eles?
D – Sentimos que fazemos as mesmas coisas, dia a dia, como se vivêssemos em piloto automático?
E – Sentimos que nos ocupamos muito tempo com coisas que não trazem nada de valor á sua vida?
F – Consideramo-nos infelizes e mesmo assim permitimos que nos desloquem pela corrente, sem qualquer controle e responsabilidade?
G – Consideramos que estamos sempre ocupados e que somos incapazes de fazer as coisas que realmente gostamos?
H – Sentimos que não temos percepção dos pensamentos e emoções?
I – Sentimo-nos desmotivada(o)s e sem ambições?
J – Sentimos que merecemos muito mais e que nos estão a bloquear?
K – Consideramo-nos felizes e satisfeitos com o resultado atingido na nossa vida?
L – O que fazemos, diariamente, para celebrar a nossa existência?
O conceito CRIADORES DE POSSIBILIDADES nasceu da certeza de que nascemos para viver felizes. A partir do momento (pode ser este exacto segundo) em que escolhemos dar atenção á nossa criatividade, imaginação, talento, potencial e valor, somos direccionados para o hábito da criação. Este “bust” energético trará como consequência “andarmos” mais leves, seguros e com o tal sorriso na cara. Mais que sermos uma coisa, passarmos a sentir que somos algo em transformação e que nela, iremos sentir diversas emoções (sim, somo seres emocionais).
Sabe bem acordar do sonambulismo e tomar consciência do papel que desempenhamos na própria vida. A escolha do que iremos fazer depois de despertarmos, significará o modo de como nos iremos propor viver o resto da vida. Viveremos intensamente ou retornaremos ao sonambulismo? A escolha é individual, mas a consequência será global.
Um imenso abraço, partilhado com intensidade e que todos despertem para o seu próprio bem-estar.
Grato pelo carinho.
Abraço
Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar
http://bambu-consultoriadebemestar.webnode.pt
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