Nuno Esteves

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Dou as boas vindas a Bambu, Consultoria de Bem Estar. O meu trabalho tem como objectivos fundamentais, a disciplina e educação do pensamento. Através do desenvolvimento de técnicas que visam a positividade e valorização pessoal, oriento para a desmistificação e entendimento das emoções. Na direcção da criação de rituais diários de auto motivação e libertação de receios, proponho-me formar e dinamizar a pro-actividade, a confiança e a auto-estima. Proporcionando uma simplificação e relativização de conflitos interiores, pretendo criar a consciência da capacidade inerente do ser humano, de enfrentar e ultrapassar qualquer desafio. Fomentando uma atitude de constante crescimento e aprendizagem, o ser humano torna-se mais apto e consciente do seu importante significado no Mundo. Nuno Esteves (Consultor de Bem Estar)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Evite bloquear a necessidade de libertar o que sente III

Evite bloquear a necessidade de libertar o que sente III
Por Nuno Esteves

E aqui estamos na última parte da nossa partilha. Temos percorrido, através de palavras, diversos caminhos, com diferentes contextos. Estou feliz por estarmos, neste preciso momento, a unir os nossos pensamentos. Grato pelo carinho.

O dia vai nascer, devagar e a seu ritmo, irá alcançar o meio-dia e gradualmente irá retirar-se para o descanso da noite. No dia seguinte tudo recomeça, um pouco diferente mas igual ao que sempre foi. Esta é a vida e nela, somos quem cria a realidade que escolhemos caminhar e conhecer. Medos que se transformam em receios e que por sua vez crescem para ser colhidos em confiança e vontade. O trajecto é comum e os receios (escondidos ou admitidos) ganham paralelismos comuns. O amanhã? É um reflexo do que somos hoje. Ao mudarmos, neste preciso momento, estamos a construir o futuro que nos aguarda. Incerto? Seguramente que sim, por isso crescemos a aprender.


Muitas são as emoções que sentimos e que nos rodeiam. Mesmo assim, coloco a questão:
 O que sentimos no dia-a-dia?

O título desta partilha orienta para a necessidade, de criarmos as condições, que evitem o bloqueio (consciente e inconsciente) do que sentimos, correcto? Pois bem, para isso será necessário compreender e observar, o que sentimos no dia-a-dia. Tudo que origina uma determinada reacção no nosso interior.

Na parábola do lago e da pedra, constatamos a calma aparente do lago contra o impulso que a pedra origina em si. Na superfície tudo está, aparentemente, estático e perante o impacto, criam-se ondas de choque. Esta perturbação do exterior, terá como consequência a mudança do estado da superfície e nisso, o mundo que existe por debaixo irá sentir essa mudança de vibração.

Podemos ver o nosso Ser como o lago e todas as situações externas, como pedras que originam um determinado impacto. Inesperadas, cada pedra têm como missão fazer-se sentir. Como resposta, o lago, poderá precaver as consequências do impacto e salvaguardar o seu equilíbrio, consciente de que irá sentir a instabilidade. Ao conhecer a causa-efeito de cada pedra, o lago adquire uma maior capacidade de entendimento e de reformulação interna. A cada nova pedra, mais seguro e consciente irá estar, reconhecendo o papel de cada uma como parte da sua evolução. A cada novo impacto, mais seguro, forte e humilde se irá tornar. Fomentando em si, o sentimento de que cada impacto é uma oportunidade de mudança ao invés de ser um fomentador de destruição e bloqueio interior.
O lago aprende a viver com os impactos, aceitando-os e respeitando a sua existência. Reconhece a importância que desempenham, na sua evolução e aguarda por o seguinte. Tranquilo, vive permitindo que fluam as águas e que serenem as correntes. Assim é o lago e a pedra, uma simbiose existencial.

Ao longo do dia, quantas vezes sentimos impactos semelhantes? De que forma e de que tipo são as consequências? De que forma lidamos com a sua existência? E, por último, quantas vezes são o lago e quantas a pedra?

Cada um desempenha um determinado papel. Seja em casa, socialmente ou no trabalho, ao longo dos anos criamos uma determinada personagem. Nela, criamos expectativas em quem nos rodeiam e fomentamos a criação de uma imagem externa. Mediante as nossas atitudes, moldamos o modo de como nos ligamos com as pessoas e com tudo o que encontramos ao longo do dia. Nesta perspectiva, toda e qualquer decisão, terá uma consequência directa e concreta no nosso segundo seguinte.
O tema desta partilha, revela-se pertinente, por vivermos num mundo intolerante para quem não consegue atingir os parâmetro propostos ou para aqueles que não querem seguir um caminho decidido por outros. Ser frontal e verbalizar o que sentimos, significará um reflexo do quanto nos conhecemos.

A necessidade de libertar o que sentimos, poderá ser visto como frontalidade ou necessidade que temos para chamar a atenção. Por vezes, a necessidade de fazer prevalecer a nossa opinião é tão forte, que sem nos apercebermos, mais que dialogar estaremos a nos impor.

Será fundamental, para o nosso equilíbrio emocional, termos que obrigatoriamente entrar em todos os diálogos?

Será mesmo importante, partilhar a nossa opinião e dessa forma valorizar o que nos rodeia?

Será essencial, apresentar o resultado das nossas deduções?


Quanto maior for auto-conhecimento, a nível físico, mental e emocional, mais capacidade iremos ter para lidar com a escolha do que “fazer” com o que sentimos ou com (recordando o lago e a pedra) o impacto que nos espera. Seremos nós, a escolher a prioridade a dar a cada situação. Somos seres emocionais e por isso, iremos sentir as emoções dentro do nosso peito. Aquela sensação que nos dá vontade de rir e chorar, de nos defendermos ou atacarmos. Aquele borbulhar emocional, que nos pode motivar ou destruir. Sabem do que falo? Aquele afrontamento, que pode ser sentido de uma forma positiva ou negativa, consoante as emoções que estivemos a vivenciar. Por sentirmos isto tudo e muito mais, somos caracterizados como seres Emocionais. Esta é a nossa essência.

Começamos esta viagem, na noção de que é essencial libertarmos o que estamos a sentir e apesar de ser importante este escape ou orientação, é fundamental ter a consciência do papel que desempenhamos. Somos quem decide o rumo a dar a cada impulso, inspiração ou reflexo emocional. Seremos nós, a dar a resposta que sentimos ser a ideal.
O facto é que quanto menos nos conhecermos, menos á vontade teremos para lidar com a sua presença e dessa forma, mais propensos iremos estar às suas consequências negativas. Pelo contrário, quanto mais conhecedores do que significa cada “pedra”, reconhecermos o seu papel e qual o impacto real que nos faz sentir.

No inicio desta nossa partilha, o foco de atenção era exterior e nele, procuramos os motivos para a escolha de partilhar ou não, o que estamos a sentir. Neste momento, convido-vos a focarem a atenção na origem de tudo: o nosso interior. Esse é o local que nos devemos ter em consideração e respeitar. O nosso equilíbrio depende desta decisão e através dela, iremos estar mais protegidos de tudo o que pode quebrar emocionalmente ou mesmo bloquear em “movimentos”.


Opte pelo caminho positivo, reaprenda a reequilibrar as suas emoções e atitude pessoal.
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Maneiras de “ver”

Na capacidade de reformular o negativo em positivo, iremos encontrar o ponto de equilíbrio e o espaço pessoal. Ambos, fundamentais, para que consigamos atingir a percepção real de tudo o que nos está a acontecer.

Podemos ver através de olhos negativos e todas as situações adquirirem um contexto de destruição e bloqueio interno. Esta escolha fará com que se fique sempre na dúvida de conseguir e de fazer.  No nosso emocional (estado que está próximo da nossa essência) criamos a falta de confiança, a baixa auto-estima e desvalorização pessoal. O hábito de “entrarmos” em qualquer situação com a necessidade de ter um papel importante e por medo, abdicar de estar na sua vivência, faz que nasça em nós a intranquilidade de querer, mas não ter forças ou atitude para o concretizar. Este círculo é algo a termos em conta e devemos tomar muita atenção, porque através dele a orientação será cinzenta.

Por outro lado, somos soberanos em escolher abraçar cada situação, através de olhos positivos. Alerto, que estes olhos também choram e ficam tristes, a diferença é que se propõem a ver para lá do cinzento. Reconhecem esta cor mas sentem todas as outras, escolhendo caminhar para elas.

A diferença entre estes dois pontos de vistas, irá ser o modo de como lidamos com o impacto exterior. Cada uma, significa uma maneira específica de nos colocarmos nas situações e acontecimentos. Seremos nós a escolher e por isso, será sobre nós que irão cair as consequências das nossas decisões.


"O nosso amor-próprio suporta com mais impaciência a condenação dos nossos gostos que a das nossas opiniões." (François de La Rochefoucauld)


Escolho terminar mais esta partilha, com uma frase de François de La Rochefoucauld e nela confirmamos a lógica que existe por detrás do que nos propomos a sentir. No momento em que estamos a vivenciar uma determinada emoção, somos direccionados para o amor-próprio, o orgulho, as “teclas assassinas”, as expectativas que criamos, os medos “ancestrais”, o orgulho e o que sentimos ser uma situação “fechada”. Somos colocados perante em teste e orientados para a confirmação do nosso grau de tolerância e a confirmação de os limites criados são os ideais. Nasce no nosso emocional, o impacto da pedra que apareceu de uma qualquer situação ou acontecimento.

Devemos libertar o que sentimos? Concordo, mas isso não cria obrigatoriamente, a necessidade de estarmos correctos ou de nos impormos perante a opinião externa. Respeitar o que estamos a sentir, sem criar a necessidade de nos tornarmos visíveis. Podemos ser invisíveis e mesmo assim, libertar o que sentimos emocionalmente.

Para finalizarmos, partilho e confirmo, que é um enorme desafio esta transição. Proponho que a façam aos poucos e ao vosso ritmo. Não pretendam abrandar demasiado ou correr até ao cansaço. Vivam cada situação, na consciência de estarem a observar o que se passa dentro de vós e de se proporem a reaprender o que são.

Ao decidirem modificar a forma de como se propõem a sentir a vida, deverão ter a consciência de que irão estar a começar uma viagem. Desta vez, não para o exterior mas sim para o vosso interior. Ela irá significar olharem de frente para os medos e traumas que habitam o passado, compreendo o porque de serem considerados pedras. Ela significará reencontrarem “velhos” pensamentos e certezas antigas, que irão ser colocadas em causa.

Preparem-se o melhor que consigam e caminhem rumo ao que significamos: emoções.

Até breve, é um privilégio escrever para a nossa leitura.

Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar

htpp://bambu-consultoriadebemestar.webnode.pt

1 comentário:

  1. Bom dia a todos :) este é o espaço que disponibilizamos para a sua opinião. É importante e fundamental a sua partilha pós-leitura.

    Grato pelo carinho

    Nuno Esteves
    Consultor de Bem Estar

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