Nuno Esteves

Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar

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Dou as boas vindas a Bambu, Consultoria de Bem Estar. O meu trabalho tem como objectivos fundamentais, a disciplina e educação do pensamento. Através do desenvolvimento de técnicas que visam a positividade e valorização pessoal, oriento para a desmistificação e entendimento das emoções. Na direcção da criação de rituais diários de auto motivação e libertação de receios, proponho-me formar e dinamizar a pro-actividade, a confiança e a auto-estima. Proporcionando uma simplificação e relativização de conflitos interiores, pretendo criar a consciência da capacidade inerente do ser humano, de enfrentar e ultrapassar qualquer desafio. Fomentando uma atitude de constante crescimento e aprendizagem, o ser humano torna-se mais apto e consciente do seu importante significado no Mundo. Nuno Esteves (Consultor de Bem Estar)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Disfarçes e máscaras

“Estamos tão habituados a disfarçar-nos com máscaras, que acabamos por nos disfarçar de nós mesmos.” Francois de la Rochefoucauld

Comecei por escrever uma frase que simboliza o resultado da escolha de usarmos máscaras. Nesta partilha proponho “conversarmos” sobre o tema “disfarces e máscaras”, com o propósito de adquirirmos mais informações. Sinto que é útil e necessário reconhecer origens, hábitos e consequências da sua utilização, bem como o que poderá significar a fuga para “dentro”.

Procurando um conceito, poderemos afirmar que é uma forma que a personalidade adquire, para interagir com o meio onde convive e para se apresentar ao mundo no qual existe e se relaciona.

A necessidade que existe para a sua criação, poderá ser vista por dois prismas: fuga ou preparação. Qual o escolhido dependerá do modo de como nos propomos a sentir, estar e ser.

Esta criação poderá ter duas origens: interna e externa.
Internamente acontece quando sentimos que somos incapazes de dar a resposta mais adequada ou que “deduzimos” á priori a nossa incapacidade de concretizar a atitude. Tudo parece demasiado difícil e a informação que chega das células é protege-te. Nesse momento, os 4 estados (físico, mental, emocional e celular) pegam na informação recolhida desde o nascimento e criam a máscara. Externamente, quando nos deparamos com situações delicadas e sem resposta visível (á partida). Ao sermos confrontados com algo e sentimos o desejo de fuga. Ao sentirmos medo e receio de consequências de um acto. Ambas, porém trazem as suas consequências.  

A primeira vez que as colocamos sentimos uma maior segurança e tranquilidade. Pela sua utilização ficamos mais confiantes e dentro de nós, acontece a transformação. A maior parte das vezes, o que faz é criar uma personagem que existe em nós e interage com o exterior. È uma entidade que ganha forma e adquire uma importância crescente, á medida que mais nos ligamos a ela.
A questão é se significam amparo e trazem benefícios ou se pelo contrário, orientam-nos para a limitação e bloqueio interno. A utilização de uma qualquer máscara, deverá ser vista no prisma do porquê? Porque existe a necessidade de sua criação? O que se passa, dentro de nós, para que sejamos impulsionados a esse acto de criação? Porque nos propomos a cria-la?
Mais que nos “livrarmos”, podemos escolher compreender a razão da sua existência. Não conseguimos “despir” e dizer que se tornou desnecessária. Pela simples razão de que necessitamos delas. Fazem parte de nós e através delas conseguimos relacionar-nos e desempenhar os vários papéis da nossa vida. São um foco para as várias possibilidades que nos apresentam na vida. A máscara representa faces da personalidade que vêm do nosso interior e modo de como interage com o exterior.
Existem até ao momento em que sentimos não mais serem necessárias. Passam a estar guardadas, podendo ser utilizadas novamente. Bastará receberem o toque numa tecla assassina e rapidamente ela ganha força, voltando a existir com a mesma intensidade.

Portanto, torna-se imperativo aprender a conviver com elas. Nesse momento, iremos ser direccionados para a consciência de não temos mais necessidade de a “usar”. O tempo que escolhermos andar com ela, deverá ser visto como um tempo de preparação. No qual desenvolvemos o intelectual, psíquico-emocional, moral e celular, constituindo uma identidade própria. Esta redescoberta interior, fará com que a sensação de bem estar e equilíbrio, ultrapasse qualquer bloqueio interno.

2ª parte

A utilização de máscaras poderá ser visto como “bengalas”. Nas quais nos apoiamos para a criação o nosso modo de sentir, ser e estar. Impulsionando para que mostremos um pouco mais da nossa essência e atitudes. Também nos dão os nossos limites e permitem a descoberta de competências. Poderemos afirmar que nos conduzem até á libertação do nosso talento, potencial e valor.

Somos a máscara que usamos? Não, ela é que faz parte do que somos. Ao não existir mais nada além dela, tornamo-nos parciais e incompletos. Iremos sentir que nos falta sempre algo ou que temos que estar sempre á procura de outra coisa qualquer. A sua utilização deverá ser vista como uma transição ou mesmo protecção, ao ser reconhecido como hábito corremos o “risco” de não alcançar a nossa libertação e ficar pelo caminho. Este estado é e deverá ser precavido. Ao criarmos a falsa noção de segurança, abdicaremos de ser quem somos, passando a ser um mero reflexo da nossa própria existência.

Ao sermos absorvidos pela persona (máscara), iremos interagir afastados do que somos e isso terá como consequência o desequilíbrio interno. O que significa que nos iremos esquecer de nós, perdendo o foco da procura pessoal e em último estado, acontecerá a perca da identidade pessoal. Esta situação originará a escravidão a opiniões alheias. Passamos a andar sempre preocupados com o que esperam de nós ou o que pensam da nossa vida.
A persona ao ganhar “consciência”, tudo o que deseja é manter-se assim: importante e essencial para a sobrevivência.  

Como conseguimos quebrar o hábito de a utilizarmos?

Antes de mais, assumir a sua existência, confirmando o porquê de a usarmos. Este passo fará com que gradualmente ela perca a importância e seja “guardada”. Conhecermos quem somos é essencial para aceitarmos o que nos propomos a ser. Reconhecer os erros e encarar as suas consequências, assumindo que é Humano e como tal, falível.

Nas sessões de Consultoria que desenvolvo, existe um ponto que sublinho e dou muita importância: CRIADORES DE POSSIBILIDADES. Ao criarmos possibilidades, escolhermos os próprios caminhos, estaremos a redescobrir quem somos. Esta redescoberta fará com que nos deparemos com as nossas virtudes e defeitos. Ganharmos o hábito de libertar quem somos e o que significamos, de uma forma humilde e tolerante (para connosco e para quem nos rodeia). Aprendermos a escutar, a observar e a sentir. Termos a consciência de que iremos ter sucesso e insucesso. Reconhecermos que nem sempre iremos ter razão e que por vezes iremos perder a lógica que nos propomos a ter.

Assumirmos que somos Criadores de possibilidades, é fomentar o foco para a criação interna. Criado este hábito, de cada vez que sentimos a criação, somos envolvidos pela energia da essência que todos somos. Nela, qualquer máscara deixa de existir ou mesmo ter razão para existir. Tornamo-nos confiantes e seguros do que somos e de tudo o que nos propomos a concretizar.

Esta forma de estar na vida, terá como consequência a quebra de hábitos e numa primeira fase a sensação de não se saber bem quem é. Tudo é novo e numa primeira fase estranho. Ao escolhermos continuar passam a ser apenas diferentes. Por último, por estranho que possa parecer, são aceites. Pela sua simplicidade e alegria, ganham o contexto de atitude e nela, renasce a personalidade.

O momento da libertação é motivo de celebração. Alerto apenas para uma situação. As máscaras que usámos tiveram um reflexo no exterior. Quem nos rodeia reconhece a máscara como sendo a nossa identidade, o que significa que ao escolhermos retira-la, vão ver uma “outra pessoa”. O aparecimento do nosso verdadeiro Eu, com a sua personalidade e vontade própria implicará uma transição interior e em quem nos rodeia.

Escolho terminar esta partilha com um provérbio Tibetano: “Lembra-te que a tartaruga só progride quando estica o pescoço.”


Grato a todos pelo carinho e recordem-se, de que em cada segundo recebem a possibilidade de evolução.

Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar

http:// bambu-consultoriadebemestar.webnode.pt

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