Nuno Esteves

Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar

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Dou as boas vindas a Bambu, Consultoria de Bem Estar. O meu trabalho tem como objectivos fundamentais, a disciplina e educação do pensamento. Através do desenvolvimento de técnicas que visam a positividade e valorização pessoal, oriento para a desmistificação e entendimento das emoções. Na direcção da criação de rituais diários de auto motivação e libertação de receios, proponho-me formar e dinamizar a pro-actividade, a confiança e a auto-estima. Proporcionando uma simplificação e relativização de conflitos interiores, pretendo criar a consciência da capacidade inerente do ser humano, de enfrentar e ultrapassar qualquer desafio. Fomentando uma atitude de constante crescimento e aprendizagem, o ser humano torna-se mais apto e consciente do seu importante significado no Mundo. Nuno Esteves (Consultor de Bem Estar)

terça-feira, 28 de junho de 2011

O naufrago e a madeira.

Este texto irá estar disponível em http://bambu-consultoriadebemestar.blogspot.com.


O naufrago e a madeira
Por Nuno Esteves

Na Consultoria de Bem Estar propomos que reencontre o seu equílibrio.

Escrevo para todos aqueles que sentem estar perdidos e que sentem que nada conseguem fazer para alterar o seu estado interno.

Considera que a madeira que flutua e passa pelo naufrágo, é uma benção ou algo que existe por pena?

É um facto que a resposta existe em ti e que sabes "nadar", mas por vezes o cansaço faz com que se perca a capacidade de flutuar. Nesse momento, a confiança e motivação desaparecem e ficamos com a sensação de que é preferivel ir ao fundo. A dúvida de conseguirmos alcançar terra firme entra em ruptura e nela, somos orientados para a certeza de não ser possível. Tudo começa na sensação que existe e fomentamos no nosso peito, na essência.

A situação de estar no estado de naufrágio e de estar só no meio do mar. Longe de tudo e de todos, com uma única pessoa a apoiar, é um desafio imenso. Habituados a existir alguém (por vezes basta a perspectiva) que possa ajudar ou fazer algo para nos apoiar e proporcionar a saída da situação.
Desde crianças que fomentamos a individualidade. Claro que a sua existência acontece, dentro de um raio de acção concreto e com limites especificos. Esse será o nosso prisma pessoal, “fabricado” pelo exterior, na permissa de ser o melhor para nós. Assim é o crescimento, dentro de limites rigidos e com orientações de aprendizagem focadas no racional.

Voltando ao exemplo do naufrágo, podemos traçar um paralelismo. Sabe nadar, por ter recebido a informação racional e ter treinado a técnica. Sabe movimentar os membros e boiar na tona da água. Reconhece o objectivo principal de quem nada: nadar. Se tem a sabedoria toda, porque razão ao se tornar naufrágo se pode afogar? Cansaço? Concordo, mas se sabe boiar, pode simplesmente descansar e recuperar as forças para continuar a sua procura.

Da mesma forma que o naufrágo aprendeu e treinou as suas capacidades técnicas, todos nós, ao longo do crescimento assimilamos e treinamos as nossas capacidades racionais.

A vida é um somatório de acontecimentos. Umas vezes boa e noutras menos agradável. O tempo dirá o seu veredicto final e nele, iremos ter a certeza qual contexto estará mais correcto. Uma das certezas é que quanto mais preparados, melhor será a nossa capacidade de resposta. Quanto mais nos propusermos ao treino, mais estável e serena será a consequência interna.

Por vezes e por uma razão qualquer, deparamo-nos em situações que nos transformam em naufragos. O que acontece a seguir, reflecte a nossa capacidade de agir em conformidade com a nossa “sobrevivência” e bem-estar interno. O que escolhemos singificará e confirmará se nos preparamos devidamente ou não, para o imprevisto. O inesparado que simboliza a vida, convida á sensatez de treinar o nosso ser e preparar para o expectável: os pontos de transição.

O naufrágo, a flutuar no meio do mar, é confrontado com todos os seus receios, medos e a vida no seu geral. Sente o chamamento da vida e por isso, rapidamente, olha em redor para perceber se existe uma saída rápida. O tempo será essencial e a manutenção da consciência será algo vital para aumentarmos a probabilidade de nos colocarmos a salvo.

Considera que a madeira que flutua e passa pelo naufrágo, é uma benção ou algo que existe por pena?

O naufrago, ao ver a chegada da madeira a flutuar, sorri e como reacção ganha a motivação de a alcançar. O cansaço e o desânimo, perdem a importância e o único foco é a madeira. A necessidade de alcançar uma maior segurança e a perspectiva de ter encontrado um elo, que permitirá alcançar o objectivo principal: sobreviver a mais este desafio.

Convido-vos a colocarem-se no papel do naufrágo. Qual será a vossa resposta e qual a razão que vos leva a escolhe-la? 

A alegria de encontrar a madeira a flutuar. O conjunto de “acasos” que proporcionaram o cruzamento de duas existências diferentes. A sensação de não estar sozinho e de ter encontrado um companheiro para esta viagem. Tudo isto fará da madeira, mais que algo a flutuar, passando a significar a possibilidade de manter a sobrevivência e o alcançar do bem-estar.

A nossa vida poderá ser vista como um nadar constante. Vivemos num imenso e imprevisivel mar e nele, crescemos e procuramos alcançar o nosso bem-estar e felicidade interior. A descoberta interior e o aperfeicoamento das nossas capacidades, fará com que sintamos a necessidade de nadar cada vez para mais longe. Ao longo deste trajecto, seremos confrontados com inumeros desafios e acontecimentos, que nos irão “obrigar” a enfrentar medos e receios (sejam eles expectativas ou reflexos de situações passadas).
O desenvolvimento pessoal acontece repleto de variaveis. Internas e externas, crescemos muitas vezes “sem nos apervebermos” e de súbito estamos em “mar alto”. Sem terra á vista e sem ninguém ao nosso lado. Neste momento aceitam ajuda? Procuram ajuda? Ou simplesmente escolhem afundar-se?

  
Até breve.

É um privilégio escrever para a nossa leitura.

Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Função da tristeza.

A tristeza tem uma função especifica, ingrata por natureza, por nos orientar para reflexão forçada. Assuntos que gostariamos que fossem simples e harmoniosos, mas que nos orientam para a tristeza de os sentir de uma maneira diferente. Será cada segundo de tristeza, que nos permitirá viver vidas de alegria. Sem ser fácil e muito menos lógico, seremos nós a vivenciar e dessa forma, a fomentar a transição. Avançar, parar, recuar, três pontos que se unem e criam a noção de que somos rodeados pela dúvida. Mas será ela, o principal fomentador para o próximo passo...

Nuno Esteves
O seu Consultor de Bem Estar

http://bambu-consultoriadebemestar.webnode.pt

domingo, 26 de junho de 2011

Plano Personalizado de Emagrecimento a Sorrir.

Na nossa sociedade, os hábitos adquiridos, fizeram com que muitos de nós sintam o desequilíbrio e o mal-estar de ser obesos. Palavra simpática, dita por quem nos respeita e tem respeito. A realidade e o que é mais comum são um pouco diferente. Primeiro, quem está assim, sente-se gorda(o) e pela sociedade também são considerados desta forma. Na maior parte das vezes, existe a pergunta “Como é possível alguém deixar-se chegar a este ponto? Inacreditável.”

Estando falando de necessidades físicas e psicológicas, para quem escolhe emagrecer, deverá ter a consciência de que está prestes a começar uma caminhada. Seguramente, não será fácil e irá levar o seu tempo até que se atinja os propósitos iniciais.

Para quem se sente “gorda(o)”, o primeiro passo é criar a auto-estima, confiança e amor-próprio, que serão os motivadores futuros. Somos constituídos por 4 estados: físico, mental, emocional e celular. O poder mental e a compreensão das emoções, irá permitir que o físico e o celular aceitem as transformações que irão sentir.

O estado “gorda(o)” vem de um conjunto de hábitos e rituais. Por vezes, durante anos vivemos sobre determinados parâmetros, enraizados como “normais” e impossíveis de ser alterados. Criado e “acarinhado”, desenvolve o seu raio de acção e forma a imagem que mais que ser gorda(o), são seres incapacitados de alterar a situação. Pessoas com um ponto fraco: comida. Pessoas com uma certeza: fraca(o)s.

Pergunto:
Assumem-se como fracos e incapazes de alterar o que vos rouba o bem-estar?



“A melhor maneira de melhorar o seu padrão de vida está em melhorar o seu padrão de pensamento”
(U.S. Andersen)

“A transformação pessoal requer a substituição de velhos por hábitos novos”
(U.S. Andersen)



Trabalhar a capacidade de manter o foco positivo e a força interna para encarar e confrontar todos os medos e fraquezas, proporcionará a manutenção da vontade interior de alcançar os objectivos propostos.

O que propomos é que recupere a vontade de sorrir e que se sinta feliz com o seu Eu interior.

O modo de como pensamos e nos propomos a realizar esta missão. O que ingerimos diariamente e o modo de como aceitamos o facto de termos que fazer exercício diariamente. São três factores e juntos formam a base do que lhe propomos para Emagrecer.

Corpo físico, mental e emocional, em equilíbrio e conscientes da sua missão.

A atitude pessoal e a motivação interior são fundamentais para que se mantenha a escolha inicial de atingir uma determinada alteração. Os hábitos alimentares e o ritual que assimilamos no acto de alimentarmos o nosso corpo, são parte fundamental do caminho que nos orientará para o sucesso e bem-estar.

O Programa “Emagrecer a sorrir” pretende proporcionar a simplificação de uma decisão pessoal e consciente de que é fundamental para um futuro mais saudável, feliz e equilibrado. Emagrecer, um dos maiores desafios actuais e que cria, de imediato, a sensação de ser impossível. Neste momento convido-vos a obrigarem o vosso racional a bloquear esta informação e proponham-se a ser felizes. Tudo começa por um pequeno passo.


Preencha o questionário no site de Bambu, Consultoria de Bem Estar.

http://bambu-consultoriadebemestar.webnode.pt/orienta%c3%a7%c3%a3o%20individual/emagrecer-a-sorrir-/


"Uma pedra intransponível para o pessimista, é uma pedra de apoio para o optimista."
Eleanor Roosevelt

Sr humano como flor.

O ser humano e a flor tem a essência em comum. De noite descansa e acorda de manhã para ser. Vive apenas e molda-se ás 4 estações. Frageis e fortes, valorizadas por uns e ignoradas por outros. Protegidas e cuidadas por quem as aprecia ou ignoradas por quem não quer saber. Uns pegam e usam outros, regam e acompanham o seu florir :) seremos assim tão diferentes?

Neste metafora, encontramos pontos de comparação que nos remetem para a reflexão. No vosso dia-a-dia qual o tipo de tratamento se propoem a viver? Somos seres em evolução e o aperfeiçoamento acontece a cada segundo. A projecção que enviamos para o futuro, torna-se o ponto transitório para o que nos propusermos atingir.

Na Consultoria de Bem Estar, orientamos e motivamos a mente para a compreensão das emoções e o fomento da sua essência e consequente libertação de toda a potencialidade.

Nuno Esteves
O seu Consultor de Bem Estar

961681476

Desenvolvimento & Bem Estar
Apuramento pessoal
Eventos & actividades
Retiro Emocional

bambu-consultoriadebemestar.webnode.pt

Papel principal.

:) reformular :) "abrilhantar" tudo o que somos e significamos :) rir e celebrar a vida :) aceitar a imperfeição como elo de ligação para a nossa evolução :) sentir o bem-estar e propor o nosso ser, a ser um pouco mais :) colocar desafios e criar a estrutura interna para "aguentar" os momentos de desânimo, tristeza e raiva :) cultivar a tolerância e amor-próprio :) respeitar os nossos limites e compreender que todos existem nesses limites :) aceitar o facto de todos sermos alunos e estarmos a aprender :) sentir cada segundo como a alegria e privilégio de estarmos a viver :) viver a vida, na consciência de que somos aquilo a que nos propomos a ser :)

:) a vida é uma viagem :) um numero infindavel de situações, acontecimentos e vivências :) caminhos serão cruzados e segundos partilhados :) o único ponto inalteravel e intocável na sua essência, será o nosso interior :) seremos nós, o ponto de transição e a forma natural de criarmos as bases do futuro global :)

:) missões serão vividas, sendo aceites ou não, compreendidas ou simplesmente colocadas á deriva :) sendo seres emocionais, iremos presenciar modificações de atitude e a forma de como nos colocaremos em cada situação, irá variar conforme o nosso estado emocional :) iremos sentir que é possivel, noutras impossivel :)

:) assim irá acontecer. assim será expectavel. O nosso papel? permitir que flua. Da mesma forma que o rio, por muitos obstaculos que encontre pelo caminho, alcança sempre o mar, cada um de nós, irá alcançar a realização pessoal :) cada um a seu ritmo e no seu próprio compasso :) entretanto? agarrar as rédeas da vida e criar bases sólidas e seguras internas.

É neste ponto que a Consultoria de Bem Estar existe e se propõe a estar ao lado. Motivar e orientar para o auto-conhecimento e posterior bem-estar fisico, mental e emocional.

Desejo para todos uma excelente vida, cheia de momentos inesqueciveis e que cada um, adquira a força interior para suplantar, aceitar e compreender o próximo desafio :) partilho um sorriso :)
 
Nuno Esteves
O seu Consultor de Bem Estar

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Não existem pessoas perfeitas - contexto relacional -

Não existem pessoas perfeitas – contexto relacional -

Por Nuno Esteves

Bem-vindos a mais esta nossa partilha.


Felicidade – satisfação, bem-estar, prazer.
Perfeição – beleza, exactidão, excelência, habilidade.
Perfeito – belo, bem-feito, completo, hábil, ideal, impecável.

Começamos esta partilha, criando o conceito de três palavras essenciais para o decorrer da nossa leitura. A percepção do que é a felicidade, o modo de como entendemos a perfeição e a forma que escolhemos para lidar com a ilusão do ser perfeito. São três vértices de um triângulo que chamamos de relacionamento.




Expectativa – aguardar, esperar.
Arrependimento – lamentação, penitência, remorso.




Falando em relacionamentos, dois pontos confirmam-se essenciais e decorrentes no hábito diário relacional. O arrependimento originário em todas as vivências passadas e a expectativa criada e projectada no futuro, faz com que o fluir perca a sua prioridade. Esta transição, para quem vivencia um “estado conjunto” deturpa a correcta percepção do fundamento inicial. Foi ele, que levou á escolha de dois seres a juntarem caminhos e procurarem a segurança de estarem em equipa.

O casal forma uma única personagem. Esta poderá ser a visão exterior, construída no facto de serem vistos juntos e em partilha de situações sociais e pessoais.


Simbiose – associação, interacção, ligação, união, vínculo.


 Socialmente, serão vistos como um ser simbiótico, inseparáveis na interacção com o exterior. A realidade anterior ao relacionamento (amigos, família e hábitos), altera-se a ganha uma nova perspectiva focada em dois seres diferentes e numa história específica. Um dos desafios, para manterem a harmonia será compreenderem e aceitarem o facto de que irão sentir a necessidade de estarem sozinhos. Sendo seres individuais, viver em partilha poderá vir a ser um obstáculo, orientando a realidade para o amor-próprio e amor incondicional.  



Tempo pessoal – tempo individual, que proporciona a reflexão interna e o correcto entendimento do que sente e se propõe a atingir individualmente.
Tempo pessoal conjunto – tempo partilhado e dedicado a fortalecer o relacionamento.



A gestão do tempo pessoal é fundamental para que mantenham a estabilidade como base da relação. Neste ponto poderemos ver dois tempos. O pessoal, com a necessidade de reflectirem e estarem com o seu Eu interior. No casal iremos ter um outro tempo, que neste caso irei designar como “tempo pessoal conjunto”, reflectindo o tempo que dedicam e passam juntos.

A qualidade do tempo pessoal e pessoal conjunto, ganha uma prioridade cada vez mais crescente, na medida em que a atitude pessoal irá conhecer a percepção do que a outra pessoa é e significa.
O tempo pessoal poderá perder o contexto e desaparecer aos poucos. A dedicação é para com o outro e tudo o que é pensado e projectado, nasce da expectativa criada e recebida. Esta alteração, na maior parte das vezes, inconsciente, faz com que de inicio tudo seja perfeito e ao longo do tempo, começar a deteriorar-se até ao ponto de ruptura.


Os 6 meses iniciais – momento em que conhecemos em intensidade e a cada dia, mais nos aproximam na realidade: continuar ou terminar.


O inicio do relacionamento é vivido na simplicidade e gosto pessoal da descoberta de um outro ser e na redescoberta da capacidade de amar e de viver a sorrir. Alem da novidade, voltamos a ser crianças a viver simplesmente, que por estarem satisfeitas dão tudo. É uma realidade única e mágica, que orientará o pensamento para a visão positiva. De inicio, a pessoa escolhida para acompanhar, é perfeita. Em todos os sentidos e seja qual for a perspectiva, apenas se vê a perfeição e o ser imaculado. Costumam dizer que “o Amor é cego” e este facto nasce pela transformação que acontece no nosso racional. Ao amarmos e escolhermos libertar o que sentimos, criamos um fluxo de energia que liga a essência às emoções. o racional está posto de lado e por isso, expectativas e arrependimentos, inseguranças e medos, tudo é renegado para um plano inexistente.


1º ao 3º mês – Tolerância, compreensão, flexibilidade e visão positiva. Criação do conceito casal e transição do estar solteiro para estar a ser acompanhado e a acompanhar alguém. Começo da transformação interior.


Os 3 primeiros meses devem ser leves e onde se criam as fundações para o crescimento saudável do relacionamento. A estabilidade futura e a manutenção do equilíbrio entre ambos e para com o exterior, será conhecida de inicio e fundamentada em pequenos gestos diários.
Nestes meses, acontecerá uma coisa fundamental para o futuro de bem-estar: limites. Consciente ou inconscientemente, irão estar a ser criados os limites para diversas situações e acontecimentos. Apesar de se poder dialogar, será através da experiência na 1ª pessoa, que eles irão aparecer e ser sentidos. Ou seja, no seu próprio ritmo e no tempo devido, o casal irá receber “dicas” de como lidam e aguentam a presença de um outro ser.


4º ao 6º mês – Maior conhecimento de quem está a acompanhar. Noção de atitudes, personalidade e modo de reagir em determinadas situações. Percepção do papel dos amigos e família. Consciência das teclas assassinas (focos de instabilidade e de auto-defesa). Grau de tolerância, amor-próprio e incondicional reestruturados para a realidade de estar a sentir o sim ou o não.
Criação do conceito escolha e vontade própria, orientando para duas respostas: aproximação ou afastamento.


A partir (na maior parte dos casos) acontece uma mudança de atitude e transforma-se o modo simples com que se vêem as situações. Por já terem sido vividas situações, que levaram para o passado menos positivo, a tolerância e a capacidade de te paciência perde parte do seu poder. Acontece uma pequena “racha” na armadura inquebrável do relacionamento. A insatisfação que origina e consequente necessidade de dialogar fará, com que um dos dois seja confrontado. Este facto irá trazer a consequência que ambos irão ser enfrentados pelos seus medos, receios, traumas e vivências passadas. É um momento importante na vida de um casal, dúvidas serão esclarecidas e alcançadas certezas do que são e significam para lá de todas as máscaras iniciais.
Esta mudança, por existir um maior conhecimento (pessoal e do casal), faz com que tudo se torne mais frontal. Ao longo dos três meses iniciais, foram criadas as bases de confiança e de partilha (aparentemente) saudável. Pela sua existência, existe um maior á vontade para se ser franco e sincero. É neste ponto que as máscaras começam a cair e temos a oportunidade de conhecer quem escolhemos e nos escolheu para acompanhar.
A capacidade de escuta e de observação, bem como a vontade de mimar e surpreender, do 4º ao 6º mês poderão vir a sofrer uma reestruturação.



De inicio tudo é visto e sentido, através do filtro tolerante e simpático de estarmos a conhecer algo totalmente novo. As atracções que sentimos e a vontade de conhecer são tão forte, que nos orienta para o estado emocional puro. O racional torna-se mudo e cego.



É um mundo novo e cheio de possibilidades, expectativas. Além da pessoa escolhida, iremos conhecer a família, núcleo de amigos, mundo profissional. Por vezes, acontece a apresentação a personagens de relacionamentos anteriores. Dois mundos e dois gestores de tempo pessoal, que terão que encontrar o patamar transitório para o tempo pessoal conjunto.

Serão 6 meses de apresentações constantes. Será de esperar a vivencia de situações que trarão um reflexo emocional e consequente reacção. De inicio acontecerá de uma forma inconsciente (muito por fruto das teclas assassinas), porém gradualmente, será colocado em perspectiva. As suas próprias expectativas iniciais para o relacionamento serão fruto de comparações para com vivencias amorosas passadas.

Damos o nosso melhor, na percepção de que estamos certos. O correcto e o incorrecto, torna-se relativo pelo facto de que existirem opiniões diferentes. Cada uma tem o seu historial e adquiriu, através do desapontamento e sofrimento, a noção do que se propõe e do que não quer. Tudo é relativo e ao longo do amadurecimento do casal, muitos são os dilemas que irão aparecer.

Em todos os campos que exija entendimento e compreensão, irão ser colocados em teste. Tanto a parte física como a mental, deverão ser “ajustados” á realidade de serem duas pessoas, a escolher juntarem duas forças da natureza. Com objectivos pessoais e bloqueios concretos. Com gostos pessoais e prazeres específicos. Detentores de um conhecimento, sensibilidade e pontos de vistas, construídos ao longo de anos. Com fobias e percepções, de situações e acontecimentos, que variam consoante o seu estado de espírito.

O facto de não existirem pessoas perfeitas, acontece na constatação de que estamos todos a crescer e a cada segundo, a assimilar novas e inesperadas formas de sentir a vida. O relacionamento ao ser sentido com humildade, tolerância, flexibilidade e abertura á diferença de opinião, permitirá que se atinja a segurança e amor-próprio. A estabilidade acontece de dentro para fora e não de fora para dentro.

Amem de mão aberta e o amor acontecerá. Evitem a expectativa e recordem sempre: não existem pessoas perfeitas, mais cedo ou mais tarde, não iremos conseguir ser quem esperam que sejamos, da mesma forma que não conseguirão ser quem nós esperamos que sejam. Amem com alegria, mas primeiro aprendam a amar quem são e transformem os medos, receios e inseguranças, em pontos de diálogo e partilha positiva. Poderão esconder o que sentem, mas através das atitudes, irão estar a enviar uma mensagem. Qual tem sido a vossa mensagem?



Até breve.

É um privilégio escrever para a nossa leitura.

Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar

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domingo, 12 de junho de 2011

Frases para reflexão

"Tu podes adiar, mas o tempo não."
 Benjamin Franklin

"O primeiro passo para conseguir algo é desejá-lo."
Madre Teresa

"Pessoas com metas triunfam porque sabem para onde vão. É tão simples como isso."
Earl Nightingale

"Não quero rezar para me proteger dos perigos, mas para ser destemido ao encará-los. Não quero implorar para que me retirem a dor, mas para que tenha um coração que a possa conquistar."

Rabindranath Tagore

"Mostre-me um homem acomodado e eu mostro-lhe um fracassado"  
Thomas Edison

"Alimente Grandes Pensamentos, porque nunca conseguirá mais do que o que pensa."
Benjamin Disraeli

Frases para reflexão

"Comece por fazer o que é necessário, depois faça o que é possível e em breve estará fazendo o que é impossível"
 S. Francisco de Assis

"O estado da sua vida nada mais é do que o reflexo do estado da sua mente."
 Wayne Dyer

Frases para reflexão

"Uma pedra intransponível para o pessimista, é uma pedra de apoio para o optimista."
Eleanor Roosevelt

"O tempo é sempre certo para fazer o que está certo."
Martin Luther King, Jr.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Solidão como companhia do sec. XXI (2ª parte) - por Nuno Esteves


Solidão como companhia do sec. XXI (2ª parte)

Por Nuno Esteves

Bem-vindos á segunda parte da nossa partilha.


A solidão, como conceito, orienta o nosso pensamento para a realidade de estarmos sós.


Estimativa da ONU em relação á população mundial. 6,8 milhões em 2009, 7 bilhões no ano de 2012.

Cronologia da população mundial:
10.000 a.C.      - 4.000.000
8000 a.C.         - 5.000.000
1                      - 285.000.000
1567                - 450.000.000
1825                - 1.000.000.000
1900                - 1.600.000.000
1954                - 3.000.000.000
1984                - 5.000.000.000
1999                - 6.000.000.000
2010                - 6.825.750.456
2012                - 7.000.000.000

Através deste estudo e focado no numero de homens e mulheres, confirma-se que existem 57 milhões de homens a mais do que mulheres.




Solidão, o momento em que alcançamos a possibilidade de estarmos em reflexão interna. Momentos que podem ser vividos num prisma positivo ou negativo. Esta percepção irá reflectir a nossa escolha, de lidar e valorizar, o conteúdo de cada segundo “solitário”.

Socialmente, a solidão e o que ela significa, origina a instabilidade de não estarmos a conseguir ser o que esperam de nós. A criação da expectativa e a incapacidade de lidar e consequentemente atingir o pressuposto, faz com que a nossa atitude se altere gradualmente. Tudo é colocado em causa e o que nos propomos a fazer ou a ser, estará dependente do reflexo que causa em nós.

A solidão, origina o ócio e ele, mais uma vez, pode ser visto pelos dois prismas. O positivo e o negativo.

O tempo livre, sem termos nada para fazer (pelo menos aparentemente) tem reflexos específicos no nosso interior. O foco de atenção, na confirmação da incapacidade de deixar o estado “solitária(o)”, faz com que o pensamento entre num espiral de desvalorização pessoal, criando a certeza de que nada pode ser feita para modificar a situação de insatisfação pessoal.

Fisicamente, a solidão é algo a ter em conta. A criação do hábito de estar em casa, porque não se tem alguém para sair ou o refúgio que erguemos em nosso redor, fazem com que nos afastemos ainda mais das pessoas. Esta decisão fará com que se ganhe o hábito de estagnarmos e de nos tornarmos sedentários. O corpo físico precisa de manutenção e o exercício físico é um dos aliados que temos ao nosso dispor. A prática de exercício físico e a criação do ritual de cuidar do corpo (sensatamente), permite que o pensamento adquira a capacidade de libertar energia criada pela solidão e por isso, o sentimento de bem-estar aumenta. O facto de sairmos de casa e praticarmos exercício físico, também permite que interajamos mais com pessoas e com o ambiente que nos rodeia. Correr ou caminhar, escolhendo um local que transmita boa energia e vontade, faz com que aos poucos (respeitar o ritmo interno é fundamental e sensato), nos sintamos mais inseridos e menos sozinhos.

O pensamento. O elo de ligação entre o corpo físico e as nossas emoções. É na mente que tudo se junta e se cria. A nossa capacidade de mental de perceber e de colocar cada situação como mais-valia e não destruição pessoal, é algo que devemos ter sempre em consideração. Somos animais de hábitos (quem já ouviu esta afirmação?), adquirimos “manhas” o longo da vida, através da vivência de várias situações. O positivo e o negativo, formam um bolo que nos molda a mente e foca a capacidade de discernimento.
A solidão é algo que nos transmite tristeza e de alguma forma, sublinha a certeza de que não atingimos um de terminado parâmetro exigido pela sociedade: Estar com alguém. Quebrarmos este fluxo de informação, significará o primeiro passo para que nos propormos a ser mais felizes. Somos nós que criamos a imagem pessoal e é da nossa responsabilidade, a mensagem que enviamos para todos os que nos rodeiam. Treinar o pensamento e (numa primeira fase) obrigar a ter pensamentos positivos, que permitam criar um balão de bem estar e aliviar o espiral de stress que criamos de uma forma inconsciente.


- A Consultoria de Bem Estar, partilha a técnica dos 15 segundos, nela motivamos o pensamento a criar um quebra stress -


Somos seres emocionais e nesta realidade, estaremos sempre a vivenciar emoções. Positivas e negativas, ambas com o mesmo propósito: permitir e orientar-nos para o nosso apuramento pessoal e consequente evolução.
Crescemos de uma forma racional e focados (assim somos induzidos) a esconder emoções que reflictam fragilidades ou insegurança. Aproximamo-nos da idade adulta, com hábitos enraizados que nos orientam para a criação de máscaras protectoras e que nos criam a necessidade de estar sempre bem, a demonstrar sucesso. Entramos no mundo dos adultos, cheios de expectativas e sonhos, seguros (aparentemente) de qual é o nosso caminho e com objectivos fixos. Antes de sermos adultos (se é que algum dia seremos), criamos e criam-nos um mapa de rumo, será nele que daremos os primeiros passos. Para quem está no estado “solitário”, a responsabilidade de estar sempre certo, correcto e a demonstrar alegria e satisfação pessoal, é um desafio imenso e que obriga a despender imensa energia. Criamos a protecção e nasce a máscara. Sem se sentir bem e com necessidade de pedir ajuda ou um simples carinho, sentimos que o único caminho é esconder esta “fragilidade” e aguentar. Questiono se será esse o verdadeiro papel, sinto que não.

O corpo celular. As células que formam e constituem tudo o que somos e significamos. Cada uma é um registo de hábitos assimilados. Por sobrevivência, tomamos decisões e criamos ligações entre memórias, expectativas e probabilidades. As células armazenam cada certeza adquirida e são o primeiro ponto de protecção que temos dentro de nós. Enviamos informações diárias para cada uma e no retorno recebemos a reacção que nos transmite uma maior segurança e bem-estar. A vida é um conjunto de mensagens, que enviamos para o nosso interior. Será na nossa essência que iremos reformular e reconstruir cada uma, de modo a que construamos a base interna. O auto-conhecimento desempenha um papel essencial, pelo facto de que quanto mais nos conhecermos, mais iremos estar preparados para lidar com a percepção das mensagens antigas e já assimilados, mensagens futuras e suas expectativas e as mensagens que recebemos a cada segundo. São muitas mensagens e chegam a um ritmo alucinante.

No inicio da partilha, indiquei alguns dados estatísticos, que nos referem o numero de pessoas que existem no mundo. Somos muitos e cada vez mais. Ao reflectir no conceito de “solidão acompanhada”, visualizei e contei todas as pessoas que me acompanharam durante a semana. Sem contar, sei que foram imensas e apenas falei com algumas. Apesar de tudo, ao entrar no metro no Cais do Sodré, dou por mim sozinho (estou em silêncio) porém rodeado de vidas paralelas á minha. Mas continuei sozinho. Como é meu hábito, encostei-me e escrevi um pouco, escolhi aproveitar o tempo “livre” que estava a ter.

Solidão acompanhada e talvez seja por isso que é mais sentida, porque estamos sempre acompanhados. Muitas pessoas partilham o nosso espaço. Torna-se mais visível o facto de estarmos sozinhos e até as tarefas mais simples ganham uma perspectiva claustrofóbica.

Durante a semana, ainda estamos salvaguardados, pelo ritmo casa/trabalho. É normal a solidão neste trajecto e aceite socialmente. Cada um criou o seu próprio hábito ou escape de lidar com esse aparente ter nada para fazer. Olhar pela janela? Escutar a conversa de quem está ao nosso lado? Entrar no mundo da imaginação? Dormir? Ler? Esperar que chegue o destino? Cada um de nós, adquiriu hábitos que permitem sentir a segurança necessária para alcançarem o local de trabalho. Ao final do dia, tudo se repete e retornam a casa.

Para quem está sozinho, o desafio é a forma de como podem viver em sociedade. Um local em que as saídas são pensadas para serem em grupo ou em dois. Este é o hábito e o que esperam que aconteça. Ir ao cinema, ao restaurante, passear á beira-mar ou uma simples ida ao café. Para quem está a viver intensamente a solidão e sente que irá ser o foco de atenções, caso decida sair, a simples possibilidade de irem a estes locais e sentarem-se, faz com que entrem em pânico. A sensação de que iremos estar sozinhos e expostos á critica de não estar acompanhados, é algo que faz crescer no nosso peito o mal-estar. Respiração ofegante, suores, dores de barriga (idas á casa de banho). A certeza de que iremos estar inseguros, desenquadrados com todos e que por isso, iremos ser alvo de comentários jocosos. Quem está só e gostaria de ter alguém para estar, utiliza os “filmes” para encontrar desculpas para não sair de casa. Ou seja, por um lado quer estar acompanhada(o) mas por outro prefere estar sozinha(o).
O que fazer com o tempo livre? Para o qual, aparentemente, não temos ocupação? Reflictam e vejam como reagimos a esta pergunta. A resposta é direccionada para o exterior ou para o interior?


- Na Consultoria de Bem Estar, lidamos com a solidão na perspectiva de ser uma mais valia e uma oportunidade pessoal de evoluir. -


A solidão ou como temos vindo a partilhar o “estado solitário”, pode ser vivido pelo prisma de valorização ou anulação pessoal. Caberá a cada um de nós, perceber qual o caminho que se propõe a caminhar e quais os pontos de alegria que pretende juntar em si. Estarmos sozinhos é relativo, porque estamos sempre com alguém (conhecido ou desconhecido), sendo que a partilha de espaço acontece a qualquer momento. A capacidade de lidarmos com o facto de estarmos sós e o assumir de um estado transitório, é algo que começa internamente.


É possível estar sozinho e equilibrado.
É possível estar sozinha e em felicidade.
É possível estar sozinho e manter a motivação em alta.
É possível estar sozinho e crescer com um sorriso.


Para quem está a sentir solidão, convido a uma reestruturação da sua vida. Reconheça quais os pontos que pretende alterar e trace objectivos concretos para si. Sem pressas, pois está a viver a sua vida e como tal, o ritmo será decidido por si. Observe as suas reacções e trace padrões de comportamento, depois observe-os novamente e proponha-se a modificar o que sente ser alterável.


Lê? Escreve? Pinta? Canta? Dança? Faz esculturas? Corre? Faz caminhadas?
Mantém contacto com os seus amigos?
Diz bom dia, a quem passa por si?
Aprova-se como ser emocional?
Gosta de si?
Cuida de si?
Ama-se?


Pequenas dicas, pequenos quebras emocionais, que nos permitem algo tão essencial como a vida: respirar. Convido a respirarem comigo. Abram os pulmões e sintam o ar a entrar em vós. Acreditem no vosso valor, potencial e talento. Se no passado algo correu menos bem? Está feito, o tempo não anda para trás. Porém relembro apenas uma coisa: ele não espera por ninguém. Proponham-se a sentir a vossa vida e tudo o que ela significa para vós. Sentem-se satisfeitos? São felizes? A solidão existe para que se pare e se reflicta. Caso seja o seu caso, comece a reflectir agora, vai ver que tudo ganhará uma visão diferente. Abraço para todos e um sorriso do tamanho de todos os mundos. Sejam felizes.

Até breve.

É um privilégio escrever para a nossa leitura.

Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar

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http://bambu-consultoriadebemestar.blogspot.com

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Solidão como companhia do sec. XXI

Solidão como companhia do sec. XXI
Por Nuno Esteves

Bem-vinda(o) a mais esta partilha.

Escolho um tema pertinente. Solidão e o modo de como nos colocamos no seu interior. Provavelmente uma das maiores companhias do sec. XXI e origem de muitos desequilíbrios e instabilidade. A solidão, o estar e sentir a sua existência negativa, faz com que a se crie no interior a dúvida. Nela, toda a força de vontade, dinamismo, inspiração e criatividade são colocadas em causa e inconscientemente anuladas.

No dicionário encontraremos o seguinte significado: Isolamento, separação. Tanto o isolar com o separar, trazem consequências específicas e concretas para tudo o que nos propusermos a ser ou fazer. Ambos orientam o nosso ser para o estar desacompanhado e com mais tempo pessoal. O aparente ócio ou o não ter nada para fazer, cria o mal-estar de não ter ninguém para com quem partilhar ou estar.

Vivemos sem tempo e isto é ironia pura. Sentimos solidão e ao mesmo tempo, sentimo-nos cansados por não conseguir ter tempo disponível para o que queremos fazer. Entre o trabalho e todas as obrigações diárias, vemos o relógio transformar-se em areia e levar os segundos consigo. Sentimos que por muito que fechemos as mãos e que tentemos abrandar o ritmo, somos incapazes de controlar e dar um rumo diferente ao que sentimos ser. Esta dupla realidade, na qual vivemos, transforma a alegria em esforço, a vontade em obrigação dolorosa e a inspiração em algo impossível de partilhar.

Alegria + vontade + inspiração
Esforço + obrigação dolorosa + transtorno emocional


O ser humano, emocional, nasce para ser social. Mais que andar, sente como necessidade primária, ser reconhecido em algo (concreto ou não) e aceite no grupo onde estiver a “habitar”. A não-aceitação inicial origina a necessidade de protecção e de evitar ser motivo de gozo ou de desprezo. O não conseguir relacionar-se ou os acontecimentos traumáticos vividos, fazem com que nos isolemos e consequentemente nos separemos. Sendo “animais” de hábitos, iremos enraizar o padrão de estarmos sozinhos. Esta condição física, mental e emocional, traz como consequência a perca de noção de como lidar com o exterior e devido a isso, a instabilidade.

A gestão do tempo pessoal e o modo de como nos propomos a estar numa qualquer situação ou acontecimento, leva-nos para a consciencialização do que somos e significamos. Podemos ver a solidão como a falta de algo ou simplesmente o reencontro de tudo o que somos.
O ócio poderá ser visto como positivo ou negativo. O não ter nada para fazer ou com quem estar, tem como consequência interna a perca de noção do caminho e perder a criatividade de avançar para algo. Não precisamos de ninguém para ser caminhantes emocionais e apenas na “solidão” iremos conseguir atingir a plenitude de todos os nossos sentidos e emoções. O tempo pessoal, dedicado á solidão, fará com que se conheça mais e melhor tudo o que somos e significamos. O auto-conhecimento é atingido através da escuta e observação interna e na solidão, a percepção será mais fluida, serena, pura e “limpa”.

As prioridades que proporcionamos á opinião externa (principalmente á negativa) são focos de bloqueio e anulação interna. Com receio e ao sentirmos o medo a percorrer o nosso corpo, somos direccionados para a sobrevivência. Este sentimento básico e celular, faz com que se activem as técnicas de auto-defesa, pensadas para que mantenhamos o bem-estar e respectiva protecção interna. Perante o ataque (seja ele qual for) sentimo-nos mal e procuramos de imediato sair da situação e criar a realidade que nos transmitirá a tranquilidade pretendida.

Para quem cresceu com fobia social, timidez e insegurança, a transição para o “mundo” adulto é algo que poderá trazer consequências a curto, médio e longo prazo. Somos reservatórios de memórias e vivências, cada uma com um papel específico e prioridade atribuída. O desconhecido, para quem dúvida do seu papel, importância e significado faz com que qualquer decisão seja sentida como dolorosa e obrigatório. Sentimentos opostos aos que sentimos querer. Para quem cresce na dúvida e apreende ser incapaz de tudo, tudo o que pretende é ficar quieta(o) no seu cantinho de segurança, no seu espaço pessoal. Símbolo de segurança e o conforto do conhecido. Conseguimos transforma-lo num local em que tudo é previsível e esperado.
Para quem está nesta caracterização, a primeira decisão deverá ser compreender e propor-se a assimilar a realidade de tudo. Propor-se a arriscar, no prisma de que irá estar a aprender e a receber novas informações. Dar o melhor, sabendo que irá sentir-se desconfortável e com vontade de fugir. Respirar fundo e utilizar o maior aliado que temos ao nosso dispor: a imaginação. Obrigar o corpo a ir e conhecer novas situações ou pessoas, na consciência se sermos humanos emocionais. Arriscar e respirar fundo, vão ver que sabe bem e que depois, irão verbalizar: “até que nem foi tão mau assim…”.

Solidão. Até agora focamo-nos na perspectiva individual. Porém existe um outro lado: a solidão acompanhada. Este será o próximo tema em partilha. Mantenham-se atentos e acompanhem, de uma forma pró-activa, o que criamos neste espaço.



É um privilégio escrever para a nossa leitura.

Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar

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