Nuno Esteves

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Consultor de Bem Estar

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Dou as boas vindas a Bambu, Consultoria de Bem Estar. O meu trabalho tem como objectivos fundamentais, a disciplina e educação do pensamento. Através do desenvolvimento de técnicas que visam a positividade e valorização pessoal, oriento para a desmistificação e entendimento das emoções. Na direcção da criação de rituais diários de auto motivação e libertação de receios, proponho-me formar e dinamizar a pro-actividade, a confiança e a auto-estima. Proporcionando uma simplificação e relativização de conflitos interiores, pretendo criar a consciência da capacidade inerente do ser humano, de enfrentar e ultrapassar qualquer desafio. Fomentando uma atitude de constante crescimento e aprendizagem, o ser humano torna-se mais apto e consciente do seu importante significado no Mundo. Nuno Esteves (Consultor de Bem Estar)

domingo, 3 de julho de 2011

Fluxos na discussão.

Considera ser quem fomenta a discussão ou quem tem de lidar com a sua existência?


Fluxos na discussão
Por Nuno Esteves


Discutir. O acto de nos vermos envolvidos numa troca de palavras e atitudes que nos desequilibram e fazem sentir incomodados.

Partilho com o objectivo de proporcionar uma visão diferente da discussão. Sejamos activos ou passivos, o que é certo é que pode ser vista de uma forma produtiva. A partir de que se mantenha a consciência de que nos estamos a propor a compreender alguma situação e não “colocar lenha na fogueira”.

Por si, uma discussão mal gerida, fará com que a estabilidade desapareça e o dia se transforme em algo estranho e doloroso. Começará o sofrimento e o tormento pessoal. Porém, existe um caminho paralelo, acessível a todos e que transforma o elo negativo em positivo.

1.      A incapacidade de compreender, aceitar, tolerar e respeitar, uma opinião divergente ou chamada de atenção.
2.      A valorização da opinião exterior e incapacidade de lidar com a acrítica construtiva.
3.      A falta de amor-próprio, de confiança, de auto-estima, juntamente com a incapacidade de lidar com as emoções orientadas pelo ego.
Três pontos que coloco á reflexão e convido a confirmarem se revêem em algum. Este será o primeiro passo, para prepararmos o ser para o momento inicial da discussão. Através desta consciencialização, estaremos a fomentar no nosso interior, a reacção positiva e a possibilidade de bloquear um foco de sofrimento.

A maioria das discussões acontece por existir, uma clara e concreta, incapacidade de tolerar as próprias emoções. A partir do momento em que nos colocamos “abertos” á discussão, criamos um fluxo de energia que começa no peito (essência). Ao não ser bloqueado, irá alastrar-se pelo corpo, criando um “furacão” de pensamentos destrutivos (bloqueadores da razão) na mente. Será este estado mental, que irá originar as palavras e atitudes que irão acontecer posteriormente.


O papel do auto-conhecimento e treino emocional
Através do treino e auto-conhecimento, poderemos ter um maior auto-controlo. Esta consciência dos limites internos e quais os “temas” que poderão quebrar a capacidade de discernimento, fará com que a probabilidade de manter a calma e sensatez aumente. Mesmo assim, recordo que somos seres emocionais, voláteis perante diferentes situações e dependentes das nossas próprias fragilidades. A existência de uma acontecer uma discussão, é real e expectável.
Abreviar a sua existência negativa, fomentando e criando quebras emocionais. Manter a consciência de que somos nós a origem e consequência, da nossa instabilidade, proporcionará uma maior probabilidade de mantermos o equilíbrio e bem-estar, assim como a consciência “limpa” e sem arrependimentos.


Só quem entende a beleza do perdão pode julgar seus semelhantes. ( Sócrates )
  

A origem da discussão será sempre interna e reflecte (seja pessoal ou externamente) um estado de desequilíbrio interno e sofrimento generalizado. Com diferentes origens e dependendo de pessoa para pessoa, o seu resultado poderá ser visto através de um foco positivo ou negativo. A capacidade de gerir as emoções que nascem e a orientação pessoal através dela, cria a possibilidade real de ultrapassarmos mais este desafio pessoal.

Qual o medo que leva uma pessoa a atacar outra?
Esta pergunta, é mais uma “quebra emocional” que partilho. Ao a verbalizarmos e focarmos a nossa mente, estaremos a quebrar o fluxo energético destrutivo. Através dela, fomentaremos a capacidade de tolerância e valorização pessoal, essenciais para que mantenhamos a serenidade durante a criação do “furacão” de pensamentos destrutivos. Este hábito e disciplina interna, permitirá observar e sentir através de uma perspectiva mais positiva. Como resultado final, estaremos a criar um foco estabilizador.

Fluxo negativo
A discussão começa. Confirma-se a incapacidade de quebrarmos o fluxo negativo. O inicio de um caminho que levará ao sofrimento e tormento interior.

A incapacidade de manter o discernimento e a perca de consciência do ser, originará a perca de capacidade de escutar, observar, dialogar e sentir. Sem estas 4 capacidades, o ser torna-se rígido e irá assimilar tudo como se fosse um ataque de “morte”, perante o qual obrigatoriamente, devemos entrar em defesa pessoal. O sentido de sobrevivência, de honra e de falta de respeito, ganham a prioridade máxima.

Perdem-se os limites e quebram-se os filtros. Sendo que o único objectivo, é o de “ganhar” os meios de o atingir, transformam-se em maquiavélicos. Magoar, quebrar o outro, derrotar, destruir as pretensões ou simplesmente retirar toda a força interior. Estes são alguns dos meios utilizados durante a discussão, quando se perde a noção do que somos e significamos.

A incompreensão e rigidez de pensamento, a certeza de que é o único a ter razão e motivos para estar “chocado” e a sentir-se desrespeitado, faz com que se crie a noção de estarmos em modo de “sobrevivência”.

A perda de respeito pessoal e pelo outro, faz com que se quebre a relação de confiança existente entre duas pessoas. A incapacidade de travar o fluxo negativo criado, origina a verbalização e as atitudes agressivas, que por si, fomentam o aumento do tom de voz e motivação para ferir uma outra pessoa.

Fluxo positivo
De uma forma positiva, a discussão trará um maior conhecimento exterior e confirmação do que existe no interior. Após o inicio da discussão, ao propormos e procurarmos a quebra emocional, estaremos a fomentar a escuta, observação, dialogo, o que por sua vez origina um maior sentir. Estaremos a bloquear o ego e a fomentar tolerância, humildade, amor-próprio e conceito de limites positivos.

Ao escolhermos este caminho de resolução, estaremos a confirmar de que estamos num diálogo e não a atacar ou defender a honra de algo ou alguém. Estamos a partilhar opiniões e emoções, traçando um caminho para o meio-termo.

Estaremos a criar uma maior capacidade de discernimento e compreensão, para o que leva alguém a ser agressivo, inconveniente, bruto ou mesmo maquiavélico.
Inicialmente, esta noção faz com que se oriente a discussão para um ponto transitório, de uma forma estruturada. Racionalmente, “comandamos” a nossa consciência a executar a ordem.
Quanto mais treinarmos (confirma-se mais uma vez a importância do treino e preparação para lidarmos com as emoções), passamos a “executar” esta ordem de uma forma inconsciente, cientes de que o melhor para a nossa felicidade e bem-estar interno, será o de evitar discussões destrutivas.

Mais conscientes do que origina e cientes das consequências nefastas de nos colocarmos numa discussão, ganharemos uma maior capacidade de compreensão. Mais que entrarmos na discussão de armas e armadura, entraremos preparados para manter a calma e serenidade perante o que será sempre sensível.

Meio-termo
Este deverá ser o pensamento e objectivo principal, assim que sentimos o começo de uma discussão. Mais que termos ou não razão, criar o cenário ideal que permita a manutenção do equilíbrio global e o bem-estar individual. Atingir esta meta é um objectivo específico e cheio de dúvidas, porque durante a discussão (na maior parte das vezes) são verbalizadas palavras que magoam e são escolhidas atitudes que ferem e fazem sofrer.
Manter a consciência de a razão é dúbia e por vezes, no durante perde-se a razão por se perder a calma e serenidade. “Já não me lembro porque comecei a discussão” esta frase coloco para reflexão de todos.

Proponham-se ao meio termo e confirmem o que acontece. Esta é mais uma das formas que temos ao nosso dispor de quebrar o fluxo negativo. Irá ser um desafio, principalmente, para quem sente o ego a moldar o seu dia-a-dia.

Arrastados para a discussão
Ao colocarmos o nosso ser ou ao sermos “arrastados” para uma discussão, temos dois caminhos possíveis: entrar ou bloquear a sua existência. Estas são as duas principais perspectivas, porém existe mais uma. Mais sensível e particular: quando não conseguimos sair do seu raio de acção e somos “obrigados” a tomar uma determinada reacção mais drástica.
Existem pessoas que sentem prazer em discutir, um hábito adquirido ao longo da vida e confirmado através de situações em padrão. Da mesma forma, que existem pessoas que se habituaram a viver em discussão, a serem os alvos (sacos de boxe) e o meio de descompressão emocional. Para ambos, a mudança e a reformulação de como lidam e se propõem á discussão, é um desafio pessoal mas atingível. Serão momentos de luta interna, sendo expectáveis momentos de descontrolo. Tolerar as nossas inseguranças e fragilidades, compreender o porquê de existirem e relativizar o impacto exterior, são formas que temos ao nosso dispor para manter o foco no objectivo final: felicidade e equilíbrio interior.

Somos animais que usam rituais e comparações, para motivarmos a nossa existência. A discussão, pela energia que cria, torna-se um meio fácil de descompressão pessoal.
Existindo duas perspectivas: quem cria e quem tem de lidar com a sua existência.
O primeiro sentirá uma aparente força de controlo sobre alguém, sentindo o fortalecimento do seu poder e consequente anulação de alguém. Este aparente ar de superioridade e a confirmação de que alguém se inferioriza “á nossa frente”, cria uma ilusão de força, construindo a base para a criação de hábitos destrutivos. Para quem tem de lidar com a discussão e ao criar-se o hábito de anulação pessoal, criam-se as bases para que a auto-estima, confiança, amor-próprio e valorização pessoal desapareçam. Pessoas que se anulam e aceitam a discussão como parte de si, muitas vezes admitindo que são a origem do seu aparecimento.

Recordo mais uma vez, que somos humanos e seres emocionais. Moldamos a atitude e modo de reagir, mediante o que estamos a sentir. As expectativas e arrependimentos, comparados através do juízo de valor e pressupostos adquiridos ao longo da vida, reflectem a capacidade de manter o equilíbrio interno.     


Violência física
A discussão por vezes atinge parâmetros gravíssimos. A incapacidade de lidar com o que está em debate, a raiva de sentir que não tem controlo, faz com que se assuma o direito de “forçar” o fecho da situação. A violência, demonstra o começo de um caminho que poderá significar a sofrimento e tormento. Ao ser comum, recorrer á violência, as marcas perdurarão para o resto da vida, podendo mesmo chegar ao limite da tolerância. O passo seguinte será a defesa, através do contexto de sobrevivência, fazendo com que os limites (já quebrados) percam toda a sua lógica.
O continuar da sua vivência e consequente mal-estar físico, mental e emocional, irá originar uma resposta ainda mais violenta e agressiva. Por vezes, o estado anímico é de tal forma anulado, que o momento da transformação altera-se rapidamente, podendo originar uma reacção catastrófica: morte.    

O papel da expectativa
As expectativas desempenham um papel na criação da discussão, pois são elas que desencadeiam o processo interno (emocional) que levará á instabilidade e intolerância. Inconscientemente criamos expectativas internas e externas, reflectidas em tudo o que nos propomos.

No relacionamento torna-se ainda mais evidente e ao longo do amadurecimento, mais serão confirmadas e confirmadas como ilusão. Ao propormo-nos a estar a viver a dois, todo o nosso passado e expectativas futuras, se unem e criam a noção de uma entidade. Será ela a ser colocada á prova e a confirmar o não, o que se quer e o que se não aprova.
Enquanto casal, a incapacidade de verbalizar “não” e o desconhecimento de criar limites; a insegurança e medos de sentirem a repetição do passado; a rigidez de pensamento e consequente intolerância para com opiniões divergentes; a criação de rituais de sofrimento e tormento pessoal; a desvalorização e comparações depreciativas; a atitude agressiva e focada no quebrar do outro. Alguns exemplos, reais e concretos, existentes em muitos relacionamentos actuais.

A discussão nasce da infelicidade pessoal. A sensação de existir a obrigatoriedade de estar e ser.
Não respeitarmos o que nos diz a essência e manter um rumo, por necessidades económicas, familiares ou sociais, faz com que o grau de tolerância e a capacidade de aguentarmos, gradualmente desapareça. Quanto menos tivermos, mais a discussão irá sentir a força de nascer.


Caminho paralelo
O auto-conhecimento e treino das emoções, confirma-se como essencial para abreviarmos as consequências nefastas da sua vivência. Recordarmos, assim que sentimos o “formigueiro”, de que todos somos imperfeitos e que nunca conseguiremos ser o que esperam de nós, assim como ninguém irá conseguir ser sempre o que queremos que seja, fará com que o nosso pensamento mantenha uma maior racionalidade. Ganhar a consciência de que a discussão existe para dialogar e não para atacar ou defender uma opinião.

Recordem-se que não estão num lado ou do outro da “barricada”, continuam a ser quem são, independentemente do que possam escutar ao longo da discussão.

Recordem que a discussão existe, quando duas pessoas escolhem usar o seu tempo de vida, para defender um ponto de vista. Tudo é uma forma de ver e estar numa situação concreta ou não. Podemos subir ao pedestal ou escolher manter a humildade e tolerância pessoal. Escolhermos relativizar e racionalizar através da pergunta, a situação originária pela discussão: “Qual o medo que leva uma pessoa a atacar outra?

Termino focando numa situação originária pela discussão. Para quem vive situações de agressões físicas ou ataques constantes psicológicos, ganhar a consciência da necessidade de procurar ajuda externa é fundamental. Podem querer acreditar que um dia tudo muda, mas caso não se proponham a essa mudança, apenas irão estar a adiar o inevitável.

Propormo-nos á felicidade, será o primeiro passo que temos que dar, para a alcançar.

Na próxima vez que sentirem o formigueiro da discussão, bloqueiem e não se proponham á sua vivência.

Nascemos para ser felizes e uma discussão, com uma consequência destrutiva, fará com que se perca anos de vida saudáveis e equilibrados. Somos a origem de tudo e seremos nós, a tomar a decisão: propomo-nos, de verdade, á felicidade?


Até breve.

É um privilégio escrever para a nossa leitura.

Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar

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2 comentários:

  1. Boa Tarde :)
    Ao questionário proposto respondi:
    - Ter de lidar com a sua existência (discussão)... Foi sem dúvida o que aconteceu na maior parte da minha vida...
    Actualmente, fujo da "discussão", sempre foi algo que detestei, mas por outro lado, por vezes custa-me não ripostar, pois tenho a sensação que a "outra pessoa" pensa que terá razão...Acho que aqui reside a minha busca...não ficar magoada por não responder, não respondo porque acho que não vou mudar nada no que o outro pensa e assim acho inútil a discussão...
    Um Abraço e um Sorriso!!!

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  2. Boa tarde!!

    Excelente tema para uma excelente reflexão, onde se obtêm muitas respostas :)

    Parabéns pelo artigo!

    Beijinho e um sorriso
    Isabel

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